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Sábado , 25 de Outubro de 2014
>> Avaliação Externa
   
 
A avaliação dos estabelecimentos escolares: um novo avatar da ilusão cientificista?

Philippe Perrenoud


A Avaliação
1. Feita pelo sistema educacional Objetivos: Certificar-se, se a escola,
· cumpre os programas e as regras comuns;
· atinge um rendimento aceitável.

2. Feita pela escola Objetivos: a escola deseja
· valorizar sua forma de administração, suas realizações, em busca de legitimidade e de adesão.
· evidenciar alguns problemas, o que lhe dará maior conhecimento sobre sua estrutura.
· Reestruturar, realocar recursos etc.

Os Estabelecimentos Escolares
1. Frente a uma avaliação feita por um sistema educacional, sentem-se
· ameaçados pela possibilidade de se estabelecer uma classificação pública.
· preocupados com a reputação de excelência no sistema escolar.

2. Frente a uma auto-avaliação, revelam
· diferentes tendências pedagógicas e ideológicas;
· tensões entre direção e corpo docente;
· falhas ou desempenhos do sistema ou de determinados profissionais.

Um Novo Avatar
No hinduísmo, Avatar é uma encarnação divina que desce do céu com uma missão especial. Mas porque será que foi usada essa analogia do Avatar e a avaliação? Para o autor, há que se ter a figura de uma pessoa- o pesquisador- que veja e diga o que nenhum ator atuante na escola poderia captar ou exprimir. É ele que pode apreender os muitos aspectos de uma avaliação em uma escola. Esse "Avatar" pode ser
1. independente: não é pago pela escola, nem pelo sistema educacional pode propor "um ponto de vista inesperado sobre a escola, colocar perguntas que os atores nunca se colocaram."

2. participante externo convidado pela escola: contribui para um trabalho de auto-avaliação pode falar de uma crise, de uma reflexão coletiva, de um balanço, da resolução de um conflito, do acompanhamento de uma inovação, de um check-up etc.
3. participante externo convidado pelo sistema educacional: chega em condições não escolhidas pela escola pode observar as resistências à avaliação, as fantasias que ela provoca em todos os atores, evidenciando falhas reais da organização.

Ilusão Cientificista
1. Uma avaliação não é neutra, isto é, ela serve aos interesses de alguns atores da escola ou de um sistema escolar. Por isso não pode ser considerada científica, mesmo quando "pede emprestado" do método científico uma parte de seus instrumentos, procedimentos e de seu rigor.
2. A discussão sobre uma avaliação ser qualitativa ou quantitativa é de interesse menor. Por mais qualitativa que possa parecer, ela é quantitativa porque a partir dela são utilizados: classificações e julgamentos de valor, hierarquias de excelência etc.

A Avaliação dos Estabelecimentos Escolares: um Novo Avatar da Ilusão Cientificista?

Seja qual for a avaliação -auto-avaliação ou avaliação do sistema- é importante que a escola "se interrogue regular, séria e abertamente sobre suas finalidades e a forma como as persegue, sobre seu funcionamento e suas práticas."

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"Não são os contratos de avaliação que importam, mas a existência de processos eficazes de regulação da ação pedagógica e do funcionamento das escolas e dos sistemas, regulação esta que trate do essencial, a saber, da redefinição e da consecução das finalidades principais."

"A contribuição mais pertinente à evolução da escola não é multiplicar as auditorias e as intervenções pontuais, mas refletir sobre a própria forma como a escola ensina"

Publicação: Série Idéias n.30. São Paulo: FDE, 1998
Páginas: 193-204

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