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Quinta-Feira , 06 de Outubro de 2022
 
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Competências e Habilidades (ferramentas)
Como planejar por competências?

Ermelinda Maura Chezzi Dallan
(consultora da Revista Nova Escola)

 

Ao se pensar num planejamento por competências faz-se necessário:

1. Esclarecer e estabelecer um conceito claro e consensuado de competências com os professores;

2. Refletir como e de que forma os alunos desenvolvem competências;

3. Decidir coletivamente os fins educativos da escola e qual o perfil de cidadão se quer formar. Definir portanto:

  • o que significa preparar para a cidadania e o trabalho aqueles alunos naquela comunidade;
  • quais as competências que traduzem essa preparação para a cidadania e o trabalho;
  • quais os conteúdos curriculares que deverão contribuir para a constituição dessas competências.

4. Partir sempre das competências para selecionar o conteúdo curricular. Uma mesma competência pode estar ancorada em vários conteúdos, é o caso de ler e interpretar tabelas e gráficos que poderá ser desenvolvida em geografia, matemática, ciências.

5. Definir o tipo de organização curricular, podendo se optar:

  • Por um bloco de competências comuns (as chamadas competências transversais), as quais teriam a função de integrar as disciplinas ou as diferentes áreas.
  • Por tema ou por projetos integrando disciplinas ou áreas do conhecimento.

6. Ter em mente que não importa o tipo de organização curricular que se opte, o tratamento metodológico empregado, contextualizando e interligando o conhecimento é que propiciará o desenvolvimento de competências

7. Lembrar que para desenvolver competências é preciso trabalhar por problemas e por projetos, propor tarefas que desafiem e motivem os alunos a mobilizar os conhecimentos que já possuem e a ir em busca de novos conhecimentos. Competências se desenvolvem sempre em situação, em um contexto. Trata-se segundo Philippe Meirieu (1996) aprender, fazendo, o que não se sabe fazer.

Pressupõe uma pedagogia dinâmica que transforme a sala de aula num espaço privilegiado de aprendizagens vivas e enriquecedoras na qual o aluno participa ativamente na construção do seu conhecimento. O conteúdo é um meio e não mais um fim em si mesmo.

Pressupõe um currículo integrado e não mais fragmentado, norteado pelos princípios pedagógicos da transposição didática, interdisciplinaridade e contextualização.


Fonte: http://revistaescola.abril.com.br (acesso 30.08.2006)
Edições anteriores – setembro 2000