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Sexta-Feira , 22 de Setembro de 2017
>> Educação Infantil
   
 
A capacitação do professor e a questão da língua escrita na pré-escola

Teresa Cristina R. Rego



Psicogênese da língua escrita é uma nova possibilidade de abordar a questão do ensino/aprendizagem da linguagem escrita, cujo conceito ainda não foi completamente assimilado por alguns profissionais do ensino.

Neste texto, a autora apresenta reflexões decorrentes de sua prática com a formação docente. Aqui você encontra uma interessante discussão sobre essa mudança de concepção no ensino/aprendizagem da linguagem escrita, assim como questões que facilitarão o trabalho de capacitação do professor de pré-escola.

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"Tradicionalmente, a maior parte dos trabalhos desenvolvidos na Pré-escola no tocante à alfabetização inspirava-se na idéia de prontidão. (...) A partir de uma série de pesquisas e estudos realizados, e pela comprovação de sua ineficácia, a prontidão começou a receber severas críticas, principalmente pelo fato de que, nesta metodologia, as crianças ficavam sujeitas a uma série de propostas repetitivas, descontextualizadas, mecânicas e desmotivadoras - e, o que é pior, privadas de contato com o código escrito."

"Na década de 80 começaram a ser divulgadas no Brasil as pesquisas de Emilia FERREIRO e Ana TEBEROSKY... O resultado destes trabalhos vem tendo uma enorme repercussão na América Latina e, especialmente, no Brasil.(...) No entanto, parece que, neste momento oportuno para se rever os métodos tradicionais de alfabetização, incorremos no risco de tratar os conhecimentos das investigações e pesquisas de forma equivocada e superficial, usando-as até mesmo como a panacéia de todos os males, ou como um modismo que em breve poderá ser substituído."

"Temos a impressão de que historicamente existe uma substituição de rótulos sem uma mudança conceitual concomitante. Em vez de se tomarem os estudos das pesquisadoras como instrumento de entendimento da evolução das produções infantis, para a partir daí poder avançar, muitas vezes eles têm servido apenas como meio de se constatarem os níveis das crianças. (...) Nesta perspectiva, é urgente a necessidade de pensarmos no tempo de assimilação e embasamento concedido aos elementos envolvidos na prática educativa diária, pois o que está em jogo não é o aprendizado de um novo método. E este problema está diretamente relacionado à capacitação docente."

"O problema da capacitação do professor é bastante complexo (o que confirma a tese de que o educador é uma síntese de múltiplas determinações), pois o que ele envolve não são apenas as instâncias formais (e prévias) de formação do profissional (normalmente bastante deficitárias), mas também as próprias oportunidades de reflexões de sua prática e, principalmente, a experiência (que quase sempre serve como modelo) que tiveram como alunos, quando aprenderam a ler e a escrever."

"Esta busca de alternativas é necessária e urgente porque aprender a ler e a escrever numa sociedade letrada significa apropriar-se de um valioso instrumento de informação e poder que permite a participação na coletividade e o exercício pleno da cidadania."

Publicação: Série Idéias n. 14. São Paulo: FDE, 1992.
Páginas: 43 a 50

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