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Sexta-Feira , 30 de Setembro de 2022
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Fumantes tem mais chances de câncer de pulmão


Folha de São Paulo 11-09-09

Fumantes têm até 25 vezes mais chances de desenvolver câncer de pulmão

da Folha Online

Apesar de os avanços médicos oferecerem alternativas cada vez mais eficazes para a cura ou para o controle do câncer, o diagnóstico da doença equivale, para a maioria das pessoas, a uma sentença de morte. Só durante o ano 2000, por exemplo, mais de 100 mil pessoas morreram de câncer no Brasil. Nesta quarta-feira (1º), o médico ginecologista e deputado federal José Aristodemo Pinotti morreu em decorrência de complicações de um tumor no pulmão.

O livro "O Câncer" (Publifolha, 2001), da coleção "Folha Explica", oferece dados e informações referentes à incidência da doença, suas causas e qual a importância de um diagnóstico preventivo. De acordo com o autor e professor da USP Riad Naim Younes, a maioria dos pacientes com câncer de pulmão é de fumantes ou ex-fumantes (em torno de 90%), ou então de fumantes passivos (2%). As pessoas que deixam de fumar passam a ter, após oito ou dez anos de abstinência do tabaco, praticamente as mesmas probabilidades que um não-fumante tem de desenvolver o câncer.

Leia abaixo um trecho do livro que fala sobre as causas de tumores no pulmão e de outros tipos de câncer, e também veja uma tabela com fatores ligados ao desenvolvimento do câncer.

Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro e não está atualizado de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Conheça o livro "Escrevendo pela Nova Ortografia".

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Causas

Divulgação

Livro define o câncer e explica termos como tumor e metástase
O conhecimento científico desvendou muitos mecanismos moleculares ligados ao aparecimento e ao desenvolvimento do câncer, à sua capacidade de invadir ou de se espalhar pelo corpo. Infelizmente, ainda hoje é muito difícil determinar, para cada paciente, qual seria o exato fator desencadeante da doença. O câncer é causado por muitos fatores externos (substâncias químicas, radiação, vírus) ou internos (hormônios, alterações imunológicas, mutações hereditárias).

No século 18, os médicos ingleses relataram o papel da fumaça sobre a incidência de câncer de bolsa escrotal em limpadores de chaminés; mas só em meados do século 20 se demonstrou o papel determinante do tabaco sobre a incidência do câncer de pulmão. De lá para cá, várias outras causas foram descritas. Vale ressaltar que é muito difícil provar a relação causal direta de um fator ambiental no aparecimento de um câncer em certos indivíduos - as provas biológicas são raras.

O fato de uma substância qualquer produzir câncer num animal (rato, por exemplo) não quer dizer necessariamente que ela produzirá o mesmo câncer no homem. Em geral, as evidências se baseiam em estudos epidemiológicos extensos, longos, de difícil condução, com pessoas que se apresentam como voluntárias para seguir um esquema rigoroso de comportamento (dieta, exercício etc.) durante muitos anos, a fim de que cientistas possam estabelecer alguma correlação com o aparecimento da doença.

Esses estudos são demorados, custosos e sujeitos às variações geográficas ligadas aos comportamentos costumeiros, ou à presença de recursos humanos e financeiros. Mais ainda: uma vez estabelecida ou pelo menos suspeitada a causa, resta convencer a sociedade, os especialistas e os formadores de opinião. Um exemplo foi o excessivo retardo entre a descrição do vínculo do cigarro com câncer de pulmão década de 60) e o início do engajamento da sociedade em ações e leis que ajudassem a reduzir o consumo do tabaco.

Modo de vida e alimentação

Hábitos cotidianos podem influenciar a probabilidade de uma pessoa desenvolver tumor maligno. A relação entre fumo e câncer é indubitável, apesar do esforço das indústrias de tabaco para encobrir as evidências. O cigarro e os outros produtos derivados do tabaco são a causa de cerca de 30% de todos os cânceres: 400 mil casos nos Estados Unidos e 90 mil no Brasil, somente no ano 2000, todos evitáveis.

A maioria dos pacientes com câncer de pulmão (87% a 94%) é de fumantes ou ex-fumantes, e 2% são fuman

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u589159.shtml

Folha de São Paulo

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