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USP e PUC descartam Enem


jt.com.br - 08.10.09

USP e PUC descartam Enem

Medida atinge 117 mil vestibulandos. Docentes recomendam fazer o exame mesmo assim

FÁBIO MAZZITELLI e ANA BIZZOTO

Os vestibulares da Universidade de São Paulo (USP)e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) descartaram ontem o uso dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para compor as notas de seus candidatos. Anteontem, a Unicamp já havia tomado a mesma decisão.

A alteração de USP e PUC fez alguns estudantes, que desejam entrar especificamente nessas instituições, cogitarem desistir de realizar as provas do Enem, agora marcadas para 5 e 6 de dezembro. Professores de cursos pré-vestibulares não recomendam abandonar o Enem, pois um bom resultado pode significar vaga em cursos de universidades federais que usam o exame como seleção. Por exemplo, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A mudança no vestibular da Fuvest atinge diretamente 117 mil estudantes inscritos, que disputarão 10.812 vagas na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Academia da Polícia Militar, além da USP.

A posição oficial saiu em comunicado da reitoria da instituição, no qual a decisão de excluir o Enem é lamentada.

Pelas regras da Fuvest, o Enem valeria até 20% da nota da primeira fase, que ocorre em 22 de novembro. Essa composição ajudaria principalmente os alunos que vão mal na seleção para a USP. Sem o Enem, as notas de corte para a segunda fase de todas as carreiras devem cair de dois a três pontos, segundo especialistas.

A nota da primeira fase da Fuvest virá do número de pontos que o candidato obtiver no exame, que terá 90 questões. Para o cálculo do bônus a egressos de escolas públicas no Programa de Inclusão Social (Inclusp), cujo desempenho no Enem valeria até 6% a mais nas notas, a decisão foi usar como base o desempenho na primeira fase da Fuvest, conforme antecipou o Jornal da Tarde.

Professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse acredita que as mudanças não alterarão o perfil dos aprovados. “Quem vai bem em um exame deve ir bem no outro”, diz .

A Fuvest, com pouco mais de 10% de suas questões interdisciplinares, é considerada mais conteudista, o que tornaria o vestibular mais difícil do que o Enem, cujas 180 questões serão interdisciplinares. “O aluno de escola pública vai sentir essa diferença”, diz Alessandra Venturi, coordenadora geral do Cursinho da Poli.

A PUC, que usaria o Enem para compor a nota final, abre inscrições para o vestibular no próximo dia 19. Além de PUC e USP, outras mudaram as datas dos vestibulares para evitar coincidência com o Enem (veja ao lado). O vestibular das Faculdades de Tecnologia (Fatecs), administradas pelo Centro Paula Souza, foi remarcado do dia 6 para 13 de dezembro. “Não teria sentido prejudicar o aluno que quer fazer as duas provas”, diz o coordenador de ensino, Angelo Cortelazzo.

O adiamento do Enem também afetou o calendário de concursos públicos. O IBGE, que oferece 33.012 vagas, aplicará a prova no dia 12 de dezembro e a Receita Federal adiou o concurso para os dias 12 e 13 de dezembro.

O Enem estava agendado para 3 e 4 de outubro mas foi adiado pelo MEC após o jornal O Estado de S. Paulo comunicar o vazamento das provas.


http://www.jt.com.br/editorias/2009/10/08/ger-1.94.4.20091008.23.1.xml

Jornal da Tarde

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