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Eterno aprendiz e lúcido aos 90


jt.com.br - 09.11.09

Eterno aprendiz e lúcido aos 90


Luiz Esteves Ortega, de 90 anos, define-se como um tipo “mais ou menos raro”: “Sou pluriapto, tenho muitas aptidões.” Ortega é formado em administração de empresas, psicologia e matemática; já foi jornalista, funcionário público e agente da propriedade industrial; tem como hobbies a literatura e hipnologia (estudo da hipnose). Hoje, além de empresário, Ortega é inventor: é sócio da empresa Tryor e tem patenteados, entre outras criações, a tricicleta e o ecotáxi.

A tricicleta ele criou para ser usada principalmente pelas senhoras que não sabem andar de bicicleta. E o ecotáxi é a tricicleta com uma cabine de fibra de vidro com capacidade para dois passageiros. Pode-se dizer que é uma versão melhorada dos modelos similares que circulam em Amsterdã, capital holandesa.

Com uma vivacidade que espanta até os médicos, Ortega explica como se tornou inventor: “Eu trabalho com patente (além da Tryor, ele é dono de uma agência de registro de marcas e patentes). É natural que o cérebro da gente se adapte ao que fazemos. Como vejo muita criação, também aprendi a criar. É uma das coisas mais gostosas da vida.”

‘Aprender é preciso’

Essa ânsia por aprender é inata a ele: Ortega lembra de seus oito anos, quando entrava escondido na biblioteca de um tio para ler. “Ele achava que aqueles livros não serviam para um garoto da minha idade. E eu, muito levado, entrava pela janela e lia o máximo que podia.” O que ele lia? Principalmente literatura policial em francês, espanhol e italiano. “Aprendi essas línguas lendo”, diz o inventor, dono de uma biblioteca com 4 mil volumes.

Graças aos conhecimentos adquiridos na biblioteca, ele conseguiu o primeiro emprego: redator de uma agência de notícias, em 1943. Traduzia os despachos para o português. “Tinha uma vida folgada”, relembra o inventor, que em 1938 foi aprovado para cursar medicina, mas não tinha dinheiro para pagar o curso. “Ganhava 1.150 contos de réis e pagava de aluguel 320 réis.”

Depois de se aposentar como funcionário público, Ortega foi para o Rio de Janeiro fazer curso de examinador de patentes. Lá adquiriu os conhecimentos para abrir sua empresa, em 1965.

Hoje, tem uma vida de fazer inveja a muita gente. Acorda diariamente às 8 horas, lê o jornal durante o café da manhã e vai para o escritório. Quando tem as tardes livres, vai passear. “Faço as coisas sozinho, de carro.” Quem dirige? Ele, claro.

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Jornal da Tarde

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