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Materiais que iriam para o lixo vão enfeitar Natal


g1.com.br - 07.12.09

Materiais que iriam para o lixo vão enfeitar a Avenida Paulista neste Natal

Artista plástica afirma que é possível ser sustentável com muito luxo.

Conjunto Nacional será decorado mais uma vez com material reciclado.

Luciana Bonadio
Do G1, em São Paulo


Garrafas pet, banners e outros materiais que seriam jogados no lixo irão embelezar a Avenida Paulista neste Natal. O conceito de sustentabilidade ambiental estará presente em decorações, sem deixar de lado muito luxo. “O que é sustentável não precisa ter cara de lixo. Não precisa abrir mão de glamour, brilho e beleza”, afirma a artista plástica Eli Tosta, responsável pela decoração da Casa do Papai Noel, no Parque Trianon.

A casa terá uma árvore de Natal de 2,8 metros de altura feita de pinhas que seriam descartadas. “Isso é lixo no Paraná. A gente retira dos campos. [Os criadores] colocavam fogo nelas porque machucavam o gado”, contou Eli, proprietária do Ateliê Brasil. Em um galpão no Glicério, na região central de São Paulo, elas viram arte nas mãos de novos talentos.

O capoeirista Arnaldo Alves Souza, de 32 anos, acomodava nesta quinta-feira (3) as pinhas umas sobre as outras. Ele mora há dois anos na região e se descobriu artesão há 1 mês. Ficou orgulhoso quando viu uma das árvores de Natal que ajudou a fazer exposta no Centro de São Paulo. “Achei bonito porque é um negócio que a gente faz”, contou. Com o dinheiro que ganhará, pretende comprar uma passagem para visitar a família, que não vê há seis meses, em Campinas, a 93 km da capital paulista.


A Casa do Papai Noel terá 70 metros quadrados e todos os ambientes de uma residência comum: sala, quarto, cozinha e até banheiro. Neste último, o bom velhinho terá à disposição uma banheira de ofurô. A casa é erguida com madeira certificada e aquecimento solar. A data prevista para a inauguração é 10 de dezembro.

Além dos enfeites para a casa do Trianon, a equipe de Eli fez cerca de 100 árvores para o Natal deste ano, algumas delas para centros administrativos de um banco. Quem olha as decorações de perto não imagina que elas são feitas de resíduos florestais, buchas, garrafas pet e banners, entre outros materiais. Os enfeites são resultado do trabalho de 16 grupos, que reúnem comunidades carentes em oito estados.

Pufes feitos com garrafas pet são produzidos na comunidade do Morro São Carlos, no Rio de Janeiro. Para virarem decoração de Natal, são pintados de dourado ou recebem laços feitos com banners descartados por empresas. O trabalho de finalização é realizado no galpão do Glicério. “Sem perder o brilho e a proposta de encanto, a gente cria uma cadeia de dignidade e cidadania”, afirma a artista plástica.

Em 1999, o Conjunto Nacional criou o projeto “Natal Nacional”, que previa a utilização de materiais recicláveis na decoração – muitos deles coletados no próprio condomínio. Este ano, haverá na fachada 24 arcos, de 8 metros de altura, fabricados com 32 mil garrafas pet. Estrelas de 1,2 metro de altura foram feitas com papelão e CDs. No total, a decoração conta com cerca de 50 mil garrafas pet.

As peças são desenhadas pelo artista plástico Sílvio Galvão e produzidas pela Cooperativa de Arte Alternativa e Coleta Seletiva (Cooperaacs), na Zona Leste de São Paulo. “Acho que as pessoas estão dando mais importância para a reciclagem. Dá para fazer coisa bonita com dedicação, estudo, capricho”, afirma o presidente da cooperativa, Sandro Rodrigues.

A cooperativa também produz árvores de Natal com material reciclado para empresas e bancos. Rodrigues conta que, com o trabalho, as pessoas começam a enxergar o lixo de outra forma. “Para nós é assim, tudo pode virar uma peça. Eu pego coisas no chão porque é perfeito para alguma peça. E você fica revoltado em ver tanta produção de lixo. É muito consumo.”

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1403824-17815,00.html

g1.com.br

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