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Mudança climática: O canto das aves dá o alarme


envolverde.com.br - 12.01.10

Mudança climática: O canto das aves dá o alarme

Por Ido Liven, da IPS


Telavive, 12/01/2010 – A mudança climática está modificando a conduta das aves e este fenômeno pode agir como um sistema de advertência sobre os perigos que o aquecimento global implica para a vida na Terra, afirmam ornitólogos. “As aves modificarem sua conduta significa que o clima já está mudando”, afirmou Marco Lambertini, presidente da Birdlife International (BI), uma federação mundial dedicada à conservação dos pássaros e de seus habitats. Estes animais são “um excelente sistema de alerta diante do que ocorre com o clima”, ressaltou.

Numerosos estudos pesquisaram as consequências que a mudança climática tem para a sobrevivência, migração e reprodução de distintas espécies de aves. O aumento da temperatura na primavera atrasou a época de cria do papa-mosca ficedula em toda a Europa. Pela mesma razão adiantou-se a reprodução das andorinhas arbóreas na América do Norte e a atrasou nas aves marinhas da Antártida.

“Algumas espécies ganham, outras perdem. Algumas se expandirão e outras ficarão sem habitat”, disse Lambertini à IPS, presente na conferência anual de Observação de Aves realizada em Telavive no mês passado. “Mas, calcula-se que para cada espécie beneficiada (com a mudança climática) outras três têm problemas”, acrescentou. As ameaças que implicam o aquecimento do planeta parecem evidentes para a economia, mas outras consequências nem tanto. “Ainda nos resta considerar o valor intrínseco da natureza, seus valores espirituais, estéticos, emocionais e recreativos, que são tão importantes como o valor econômico”, acrescentou.

“A economia dos ecossistemas e a biodiversidade”, um estudo de publicação recente que pretende fixar um preço aos bens naturais da Terra, leva em conta o aspecto aviário. Os pássaros que comem insetos, segundo a análise, desempenham uma função importante na produção de cultivos já que mantêm sob controle as pragas de insetos. “É possível que as pessoas não tenham consciência, mas a situação é grave”, alertou o professor Marcel Visser, diretor do departamento de ecologia animal do Instituto de Ecologia da Holanda. “Já há muitas espécies que estão diminuindo rapidamente”, disse à IPS por telefone.

Um estudo que Visser publicou no ano passado conclui que 12 das 24 espécies de aves europeias analisadas reduziram a distância de suas migrações nos últimos 70 anos. “Sempre existe uma grande variação. Não é o caso de todas as espécies mudarem da mesma forma”, disse. Outro estudo feito por cientistas da britânica Universidade de Durham projeta que para o final deste século nove das 17 aves europeias estudadas poderão ampliar a extensão de suas travessias para o norte.

Um elemento-chave é a existência de alimentos. As alterações climáticas afetam diretamente o tempo de crescimento da flora e das aves que se alimentam dela, ou de insetos que são suas presas. Em muitos casos, as migrações de aves já não estão sincronizadas com a abundância de comida. Outros fatores conhecidos que dificultam a sobrevivência dos pássaros em terra e no mar são a distribuição das presas e a redução dos habitats.

As aves “têm de se adaptar”, disse Yoram Yom-Tov, da Universidade de Telavive, que encontrou várias espécies na Grã-Bretanha com modificações no peso corporal. “As que não se adaptam, diminuem em quantidade. As que se adaptam, permanecem estáveis ou mesmo prosperam”, explicou. Quando se trata de prever os riscos que as aves sofrerão, os ornitólogos evitam dar números. “Tudo depende de como o clima se comportará. Se a temperatura aumentar dois graus, os padrões serão diferentes do que se essa alta foi de quatro graus”, disse Visser.

Atualmente, BI classifica a mudança climática em nono lugar entre as ameaças que afetam as aves, e em junho de 2008 fez uma declaração com a posição formal da organização diante do problema. “Alguns movimentos de conservação – e provavelmente BI esteja entre eles – reagiram tarde ao desafio. Mas, creio que estamos bem encaminhados para combatê-lo com energia”, disse Lambertini à IPS. As med

http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=68165&edt=1

Envolverde/IPS

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