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Sábado , 24 de Setembro de 2022
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No Jardim Ângela, uma boa experiência


No Jardim Ângela, uma boa experiência
Instalada há 11 anos, base da Polícia Militar tirou do lugar o estigma de bairro mais violento do mundo

MARIANA LENHARO, Especial para o JT

Os 52 mil habitantes do Jardim Ranieri, que fica no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, conhecem por nome os 20 policiais militares da Base Comunitária de Segurança (BCS). Inaugurada em 1999, pouco tempo depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) apontar o bairro como o lugar mais violento do mundo, a base alterou completamente a relação entre a PM e a comunidade. Hoje, a Base Comunitária é referência não só em assuntos de segurança, mas também em cidadania.

Esse trabalho de 11 anos culminou na seleção da BCS pela Agência de Aprimoramento Policial do Reino Unido como uma das cinco iniciativas de policiamento comunitário mais bem sucedidas no mundo. Entre os dias 24 e 26 deste mês, um representante da base vai participar, em Londres, capital da Inglaterra, de uma conferência na qual irá ministrar uma palestra contando a experiência.

O capitão Vieira afirma que, no começo, até as crianças tinham medo dos policiais: “A PM era vista com muita desconfiança.” Eles começaram a participar das atividades da comunidade, a convocar reuniões com os moradores e a entender os problemas do bairro. “Trata-se de uma região muito carente de políticas públicas, falta saneamento básico e infraestrutura, além de não ter opções de cultura e lazer”, conta o policial.

Lei Seca voluntária

Uma das primeiras ações foi promover a instalação de uma faixa de pedestres e um canteiro na Avenida M’Boi Mirim, que fez reduzir em 90% o número de atropelamentos. Depois, percebendo a recorrência de brigas entre os grafiteiros, a polícia os convocou para uma reunião e cedeu espaços para que eles realizassem seu trabalho. Os policiais também começaram a visitar os moradores. Foi por ações como essas que a comunidade passou a confiar na PM e a denunciar crimes que antes permaneciam obscuros.

Outro fator decisivo para a redução da criminalidade foi um acordo com os donos de bares da região, que concordaram em fechar os estabelecimentos às 22 horas.

Até 2008, toda criança do Jardim Ranieri que precisasse consultar uma biblioteca teria que andar 12km até Santo Amaro. Os policiais usaram, então, um terreno ao lado da base para construir uma, que hoje, conta com acervo de 7 mil livros e seis computadores com acesso à internet. Gersony Assunção dos Santos, há 15 anos moradora do bairro, todas às terças-feiras leva as filhas gêmeas à biblioteca. “Os policiais daqui nos atendem com muito cuidado, estão sempre à disposição e bem humorados”, diz. Em 2008, o projeto da biblioteca venceu o I Concurso Pontos de Leitura, promovido pelo Ministério da Cultura.

Instalada há 11 anos, base da Polícia Militar tirou do lugar o estigma de bairro mais violento do mundo

MARIANA LENHARO, Especial para o JT

Os 52 mil habitantes do Jardim Ranieri, que fica no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, conhecem por nome os 20 policiais militares da Base Comunitária de Segurança (BCS). Inaugurada em 1999, pouco tempo depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) apontar o bairro como o lugar mais violento do mundo, a base alterou completamente a relação entre a PM e a comunidade. Hoje, a Base Comunitária é referência não só em assuntos de segurança, mas também em cidadania.

Esse trabalho de 11 anos culminou na seleção da BCS pela Agência de Aprimoramento Policial do Reino Unido como uma das cinco iniciativas de policiamento comunitário mais bem sucedidas no mundo. Entre os dias 24 e 26 deste mês, um representante da base vai participar, em Londres, capital da Inglaterra, de uma conferência na qual irá ministrar uma palestra contando a experiência.

O capitão Vieira afirma que, no começo, até as crianças tinham medo dos policiais: “A PM era vista com muita desconfiança.” Eles começaram a participar das atividades da comunidade, a convocar reuniões com os moradores e a entender os problemas do bairro. “Trata-se de uma região muito carente de políticas públicas, falta

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Jornal da Tarde

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