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Caatinga possui 53,62% da vegetação original


www.envolverde.com.br - 11.05.10

Caatinga possui apenas 53,62% da vegetação original

Por Karol Assunção, da Adital


No dia 28 de abril, celebrou-se o Dia Nacional da Caatinga. No entanto, pouco se comemorou. O único bioma exclusivamente brasileiro, que abrange dez estados do país, corre o risco de extinção por causa do desmatamento. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), até o ano de 2008, a caatinga possuía somente 53,62% da vegetação original.

De acordo com Mauro Pires, diretor do departamento de combate ao desmatamento do MMA, uma das principais causas desse desmatamento está relacionada com o "uso da caatinga para a produção de lenha e carvão vegetal que será utilizado principalmente no polo gesseiro, em pequenas fábricas e siderúrgicas".

Um monitoramento realizado entre 2002 e 2008 pelo MMA e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) revelou que, entre esses anos, 2% da área da caatinga (que abrange os nove estados nordestinos e Minas Gerais), ou seja, 16.576 km2, foram devastados. Até 2008, 45,39% da vegetação original do bioma já havia sido desmatada.

O estudo destacou ainda que Bahia e Ceará foram os que mais devastaram nesse período. Somente os dois estados desmataram metade do índice registrado em toda a região. As cidades campeãs foram Acopiara e Tauá, ambas no Ceará, com 183 km2 e 173 km2 devastados, respectivamente.

Para ir de encontro a essa realidade, o MMA está elaborando um Plano de Ação Interministerial para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Caatinga (PPCaatinga). A expectativa, segundo o diretor do departamento de combate ao desmatamento do Ministério, é que o Plano comece a ser implementado até o final deste semestre.

De acordo com ele, a intenção é unir esforços do Governo Federal e dos Estaduais para o combate ao desmatamento na região. "Todos têm de contribuir", afirma. Entre as ações que estão sendo discutidas no Plano, Pires destaca o manejo florestal, o uso sustentável dos recursos naturais, a criação de áreas protegidas, a fomentação do ecoturismo, e o investimento na agricultura familiar e em alternativas ao carvão vegetal.

Apesar de ainda estar em fase de elaboração, Mauro Pires ressalta que há ações já em andamento, como é o caso de ações de fiscalização. Prova disso foi a "Operação Corcel Negro" realizada neste ano pelo Ibama juntamente com Polícia Rodoviária Federal para combater a extração, o transporte e o comércio ilegal de carvão vegetal no país.

Outro exemplo é a criação de unidades de preservação, algumas já em fases finais. No entanto, em relação a essas unidades, Pires revela que o governo federal precisa lutar contra a resistência de alguns estados. "Muitos estados são refratários à criação de unidades", desabafa, destacando que muitas vezes não há apoio dos governadores e, em outras, os estados não querem por conta de pressões de determinados grupos econômicos.



(Envolverde/Adital -)

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=74261&edt=13

Adital

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