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Terça-Feira , 27 de Setembro de 2022
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Educação formal e informal: não há contraposição


www.envolverde.com.br - 12.05.10

Não há contraposição entre educação formal e informal


Invariavelmente, investidores sociais que destinam seus recursos para a área de Educação se perguntam se vale mais a pena ter como foco o ensino formal ou o não-formal. Enquanto no primeiro caso, as aprendizagens funcionam com base em diretrizes curriculares nacionais, no segundo, os conteúdos e práticas são organizados fora do sistema regular de ensino.
Os limites e vantagens do investimento em cada um desses processos foi o ponto central do encontro realizado pelo GIFE, no dia 7 de maio, na Promon, em São Paulo. Na reunião, promovida pelo Grupo de Afinidade em Educação, especialistas e investidores debateram em quais contextos é possível dar preferência por atividades não-formais e formais.

De maneira geral, os participantes consideraram que a escolha pode ser dividida em dois pontos principais: quando há foco no sistema regular, o objetivo é a incidência em políticas públicas e escala das ações; quando há um diagnóstico de demandas específicas e a agilidade é premente, a escolha recai pelo não-formal.

No entanto, segundo a coordenadora geral do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Maria do Carmo Brant de Carvalho, do ponto de vista de quem aprende, a separação entre educação formal e informal não existe. “Não há contraposição entre educação formal e informal; este é um falso dilema. Ambas são fundamentais na educação do cidadão”, argumentou.

Para ela, vivemos, hoje, em uma sociedade de informações e conhecimentos compartilhados, cujas oportunidades de aprendizado já não se encontram centralizados no ensino formal. “A racionalidade cognitiva das novas gerações não obedece a seqüências lineares e centradas num único foco, ao contrário é um pensamento
acionalidade descentrado, difuso, dialógico”, explicou.

Na lógica de Maria do Carmo, a nova racionalidade cognitiva das novas gerações põe em xeque não apenas os sistemas de ensino usuais na escola, mas a própria exclusividade da escola com agencia de educação.

Fazendo coro a coordenadora geral do Cenpec, a coordenadora-executiva do Instituto Avisa Lá, Silvia Carvalho, foi enfática ao dizer que sente-se indignada com o “desperdício de mentes brilhantes” causado pelo atraso didático brasileiro.

“Fico perplexa ao ver professores com orgulho de usarem a mesma cartilha há 100 anos. Não dá mais para uma criança de seis anos, com toda a informação que ela recebe de seu entorno, chegar na escola para decorar ‘b com a, ba’, o ‘boi baba e bebe’”, disse.

Nesse sentido, qual é o papel do investidor social privado? A educação formal e informal precisam caminhar juntas. É imprescindível para quem direciona recursos para a área, mobilizar parcerias e apoios entre a comunidade, organizações da sociedade civil e poder público.

“Mais do que aumento de escolaridade, crianças e jovens precisam adquirir outras habilidades no plano da sociabilidade, da ampliação de seu repertório cultural, de participação na vida pública, da fluência comunicativa e domínio de outras linguagens de forma a se sentir competente para acessar as riquezas societárias e obter ganhos de pertencimento e reconhecimento de sua cidadania”, lembrou Maria do Carmo Brant.

No entanto, as especialistas fazem um alerta: “qualquer dinheiro não serve”. Na visão delas, investimentos em educação devem ser pensados de médio prazo para cima. Caso não seja possível incidir em políticas públicas, pequenos investidores podem se unir e direcionar seus esforços nos vazios das políticas públicas.

Um exemplo simples é a mobilização para que pais participem da vida escolar de seus filhos. Afinal, quando passam a cobrar dos estudantes, eles passam a exigir mais do ensino direcionado aos seus filhos. Outro ponto fundamental é a mobilização territorial, em que comunidades, organizações sociais, empresas, fundações, associações, órgãos públicos etc, trabalhem de forma conjunta por um ambiente educativo pleno.

“A educação não pode se tornar mera utilidade. Deve ser verdadeiramente formativa”, acredita

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=74331&edt=8

GIFE

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