> Sistema Documentação
> Memorial da Educação
> Temas Educacionais
> Temas Pedagógicos
> Recursos de Ensino
> Notícias por Temas
> Agenda
> Programa Sala de Leitura
> Publicações Online
> Concursos & Prêmios
> Diário Oficial
> Fundação Mario Covas
Bom dia
Sábado , 01 de Outubro de 2022
>> Notícias
   
 
Projetos pedagógicos contra a discriminação


www.envolverde.com.br - 20.05.10

Projetos pedagógicos contra a discriminação são premiados

Por Redação do MEC

O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero acaba de divulgar a relação dos vencedores deste ano, com destaque para a categoria criada nesta quinta edição, a Escola Promotora da Igualdade de Gênero. Essa categoria tem o objetivo de estimular iniciativas das escolas para o combate a todas as formas de discriminação.

Desde 2005, quando foi lançado, o concurso premia redações de estudantes do ensino médio e artigos científicos de estudantes de graduação a doutorado. O prêmio integra o programa Mulher e Ciência, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, e é uma iniciativa do Ministério da Educação, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unfem), para incentivar as reflexões sobre as relações de gênero no país.

A nova categoria premiou projetos políticos pedagógicos das seguintes instituições: Escola de Referência em Ensino Médio Oliveira Lima, de São José do Egito (PE); Colégio Estadual Dom Pedro I, de Aparecida de Goiânia (GO); Escola Estadual Professor Armando Gaban, de Osasco (SP), e Colégio Estadual Osmar Guaracy Freire, de Apucarana (PR).

“Notei que a temática de gênero sempre foi tratada pelas escolas de forma superficial e somente em datas pontuais, como Dia das Mães ou Dia Internacional da Mulher”, conta o professor de educação física João Renato Nunes, autor do projeto Discutindo gênero na escola: por uma abordagem científica e interdisciplinar, da escola pernambucana.

Ao desenvolver um trabalho sobre violência contra a mulher, os alunos conversaram com profissionais de segurança pública para conhecer o problema de perto. Segundo Renato, a experiência fora dos muros escolares enriqueceu muito a vivência dos jovens. Mas ele se queixa da escassez de materiais de apoio para professores e diz que a cultura do machismo é uma construção histórica que não se transforma da noite para o dia.

Outra educadora que atesta a dificuldade de tratar do tema é Vanilda Martins, professora de língua portuguesa em Aparecida de Goiânia (GO). “Falar sobre sexualidade e gênero é dar a cara a tapa”, diz.

Autora do projeto premiado Saúde e prevenção: Pensando as relações de gênero e sexualidade no espaço escolar, que aborda temas como combate à homofobia, prevenção à AIDS, gravidez na adolescência e relações étnico-raciais, ela diz que enfrentou piadinhas e resistência de familiares de alunos. Hoje nota que seus alunos acreditam na formação de uma sociedade mais igualitária e que o projeto, agora com mais três professores, adquiriu respeito. “Quando soube que vencemos o concurso desabafei no meu blog: “Parabéns para nós, que damos a cara à tapa”, enfatiza Vanilda.




(Envolverde/MEC)

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=74797&edt=8

MEC

Para mais informações clique em AJUDA no menu.

 





Clique aqui para baixar o Acrobat Reader