> Sistema Documentação
> Memorial da Educação
> Temas Educacionais
> Temas Pedagógicos
> Recursos de Ensino
> Notícias por Temas
> Agenda
> Programa Sala de Leitura
> Publicações Online
> Concursos & Prêmios
> Diário Oficial
> Fundação Mario Covas
Boa tarde
Sexta-Feira , 30 de Setembro de 2022
>> Notícias
   
 
Curso técnico a distância: mesmo impacto salarial


www.estadao.com.br - 28.05.10

Curso técnico a distância tem mesmo impacto no salário que o presencial

Estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas para o Instituto Votorantim avaliou como ficou a vida de quem cursou algum tipo de ensino técnico. Pessoas com formação profissional têm 48% mais chances de conseguir trabalho, mostra a pesquisa


Carolina Stanisci, ESPECIAL PARA O ESTADO e Luciana Alvarez - O Estado de S.Paulo
Pesquisa divulgada ontem revelou que, ao contrário do que se imaginava, o impacto no emprego e no salário de quem cursou ensino técnico é igual nas modalidades do ensino presencial e a distância.


O estudo A Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho foi conduzido pelo professor da Fundação Getúlio Vargas Marcelo Neri para o Instituto Votorantim e teve como objetivo verificar como ficou a vida de quem cursou - a distância ou não - algum tipo de ensino técnico, seja uma qualificação profissional de curta duração, ensino de nível médio ou curso superior para formação de tecnólogos.

Para chegar aos resultados, o economista trabalhou com duas bases de dados do IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) dos últimos oito anos. Segundo a Pnad, 29 milhões de pessoas frequentaram alguma dessas modalidades de curso.

"Não queríamos saber sobre a demanda pelos cursos, mas sim entender o impacto deles no mercado de trabalho. Por isso, não consideramos quem estava fazendo o curso na época da pesquisa, mas somente os que já haviam pelo menos passado por um, mesmo sem ter se formado", explicou Neri.

O panorama do setor surpreendeu o pesquisador em relação aos cursos a distância. Neri não imaginava que profissionais formados nessa modalidade tivessem rendimento e salário impactados da mesma forma que os oriundos do ensino presencial. "Pensei que tivesse alguma diferença entre quem faz curso a distância, mas não houve. É uma boa notícia."

"O ensino técnico, sobretudo se for de boa qualidade, proporciona ao jovem altas possibilidades de emprego, e é ótimo que o ensino a distância também proporcione renda e salário", disse o supervisor nacional da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese, Sérgio Mendonça.

Para a conselheira da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) Marta Maia, trata-se de uma conquista. "Uma parcela da população que não tinha acesso ao aperfeiçoamento profissional, principalmente em cidades do interior do País, tem uma grande oportunidade de melhorar de vida com o ensino a distância. E, como esse ensino profissional a distância é muito recente, é uma ótima notícia saber dessa aceitação."

Para o diretor da Associação Brasileira dos Estudantes de Ensino a Distância (ABE-EAD), Leandro Chemalle, o resultado já era previsto. Para Chemalle, a modalidade já se provou bem-sucedida. "Os estudantes estão chegando ao mercado e a sociedade está vendo que a qualidade pode ser até superior que a dos formados na modalidade presencial", afirmou. "O ensino técnico é profissionalizante e não há necessidade de ser presencial."

Desde 2008 o governo federal oferece o programa Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil), com 48 cursos a distância gratuitos, com apoio de polos presenciais em universidades e escolas. Atualmente há 20.580 alunos cursando. Em São Paulo, o Centro Paula Souza tem desde 2006 o Telecurso TEC, de ensino profissional a distância. No ano passado, o governo paulista fez uma parceria com Minas Gerais e Goiás, expandindo a área de atuação do Telecurso TEC.

Turismo. Ao comparar pessoas da mesma idade e sexo, a pesquisa concluiu que as que têm formação profissional concluída têm 48,2% mais chances de encontrar uma ocupação profissional. A renda também foi afetada diretamente: os salários são 12,9% mais altos para os com educação profissional.

Outro dado da pesquisa tem relação com o grau de profissionalização de algumas áreas. O setor de turismo é que o tem índice mais alto de trabalhadores com formação técnica: 53%. Já na área de informática é um dos mais baixos, com apenas 12%. Mas para quem se

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100527/not_imp557373,0.php

Jornal O Estado de São Paulo

Para mais informações clique em AJUDA no menu.

 





Clique aqui para baixar o Acrobat Reader