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1/4 dos adolescentes pobres não frequenta escola


www.envolverde.com.br - 23.06.10

Um quarto dos adolescentes pobres não frequenta escola, diz pesquisa

Por Sarah Fernades, do Aprendiz




Entre os adolescentes de famílias pobres de 15 a 17 anos, 25% não frequentavam a escola em 2007, contra apenas 4% dos jovens de famílias não pobres. O abandono dos estudos aumenta conforme os alunos ficam mais velhos e é mais comum entre os estudantes do período noturno do que do diurno. O diagnóstico é do estudo “A Crise de Audiência do Ensino Médio”, lançado na última semana pelo Instituto Unibanco e pelo Movimento Todos pela Educação.

“A porcentagem de jovens de 15 a 17 anos que não frequentam a escola é sete vezes maior em famílias pobres do que em famílias não pobres”, aponta o relatório. A porcentagem de jovens nessa faixa etária que em 2007 concluíram o ensino fundamental e nunca cursaram o médio era de 7% nas famílias pobres contra 1% nas famílias não pobres.

O percentual de jovens que abandonam a escola é maior entre os que estudam no período noturno e aumenta conforme os alunos ficam mais velhos. O percentual de jovens de 17 anos que abandonaram o ensino médio por um ano em 2007, por exemplo, era de menos de 1% no período diurno contra 2% no noturno. Já entre os jovens de 21 anos, o percentual dos que saíram da escola por um ano era de cerca de 7% no noturno contra aproximadamente 4% no diurno.

Entre os fatores que impossibilitam os jovens de estudarem estão “a pobreza familiar, a necessidade de trabalhar, a dificuldade de compatibilizar trabalho e estudo”, sugere a publicação. “É mais difícil dar educação para jovens em áreas rurais, residentes em municípios mais remotos, de famílias mais pobres, filhos de pais com mais baixa escolaridade e moradores de comunidades onde há muita violência”, atenta a publicação.

Tendo isso em vista, a pesquisa traçou um perfil padrão de jovem pobre e de não pobre. O primeiro é caracterizado como do sexo feminino, de cor negra e reside na região Nordeste, pertencente a família cujo chefe é analfabeto e com renda per capita de R$ 30. Já o jovem padrão da família não pobre é caracterizado por ser do sexo masculino, de cor branca e viver na região Sul, em uma família com renda per capita de R$ 1.000 cujo responsável tem 16 anos de estudo.

“O ensino médio absorve os que saem do ensino fundamental, mas não conseguem atrair os que estão fora da escola”, avaliou o autor de um dos artigos do estudo, Ricardo Paes de Barros, durante o lançamento. “Isso representa uma incapacidade do médio de atrair jovens, principalmente nas regiões mais pobres”. Ele ressaltou que os números devem melhorar com a expansão do programa Bolsa Família para estudantes de 15 a 17 anos.



(Envolverde/Aprendiz)



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