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Seminário discute gênero e sexualidade na escola


www.envolverde.com.br - 24.06.10

Seminário Internacional discute gênero e sexualidade na escola

Por Talita Matias, do Jornal da Unicamp



No Brasil as políticas públicas voltadas à diversidade de gênero geram documentos, porém, não há uma formação inicial dos professores para lidar com essa questão. A crítica foi feita por Cláudia Vianna, professora da Faculdade de Educação da USP, durante mesa-redonda do II Seminário Internacional Corpo, Gênero e Educação Física, realizado nesta quarta-feira (23), no auditório do Diretoria Geral da Administração (DGA).

O evento, que foi aberto pelo vice-diretor da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp, Miguel Arruda, e pela professora Helena Altmann, coordenadora do Grupo de Pesquisa Corpo e Educação da FEF, que organizou o seminário. Segundo Helena, o objetivo foi discutir a educação do corpo a partir de questões de gênero e a evolução desta área de conhecimento. No período da tarde foram apresentados resultados de pesquisa realizada pela FEF, a Faculdade de Educação da Unicamp e a Universidade Complutense de Madri. O projeto comparou a forma como meninos e meninas do ensino fundamental, no Brasil e na Espanha, lidam com as desigualdades de gênero.

Cláudia Vianna destacou que as desigualdades territoriais, de classe social e de raça também devem ser levadas em conta na elaboração de políticas publicas para o setor. A professora citou programas criados pelo Ministério da Educação que orientam professores a lidar com as diferenças de gênero e temas sensíveis como a homofobia.

Já Cláudia Maria Ribeiro, professora associada do Departamento de Educação, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), destacou que as estruturas curriculares de todas as disciplinas deveriam abordar a diversidade sexual. Coordenadora do Grupo de Trabalho Gênero, Sexualidade e Educação da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (Anped), a professora também ministra cursos de especialização sobre o assunto a professores da educação infantil. “Nós fomos educados em uma escola que valoriza a dicotomia entre homem e mulher” frisou. De acordo com ela é necessário trabalhar com novos conceitos de família, feminilidade e masculinidade.

“As pessoas se apoderam do discurso de respeito à diversidade sexual, mas não realizam modificações em suas atividades, principalmente pedagógicas”, disse Aline Nicolino, professora adjunta da Faculdade de Educação Física, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Aline, que participa de pesquisas no Laboratório Physis da UFG, com educadores da região de Goiânia, contou que muitos identificam conflitos de gênero durante as aulas e criam estratégias próprias para mediá-las a partir de seu conhecimento pedagógico.



(Envolverde/Jornal da Unicamp)



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