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Sábado , 01 de Outubro de 2022
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Sobre a pedagogia para a infância


www.envolverde.com.br - 20.07.10

Há uma pedagogia para a infância?

Por Nilza Eller e Rebeca Oliveira*



Para falarmos sobre, se há ou não uma pedagogia para a infância, precisamos primeiramente, buscar na História da Educação, àqueles que pensaram na educação para as gerações passadas para então concluirmos sobre a pergunta acima colocada.

Sabemos, porém, que a construção do conceito de criança e infância transformou-se ao longo dos anos. No século XVII, por exemplo, Locke compreendia a criança como “um vazio a ser preenchido” ou “tabula rasa”, um ser que precisava ser preparado para que aprendesse conhecimentos e desenvolvesse habilidades a fim de enfrentar os anos escolares obrigatórios.

Já no século XVIII, a criança de Rousseau é um ser inocente, que possui bondade natural em sua essência, sendo a sociedade responsável por corromper sua bondade nata. Deste modo, a partir desta crença, os adultos criam um ambiente de extrema segurança e proteção do mundo ameaçador, violento e perigoso que as cerca. Atualmente percebemos que esta crença não respeita a criança como indivíduo, ao excluí-la do mundo, ao qual ela já pertence.

Não podemos nos esquecer de outros grandes pensadores que em épocas e culturas diferentes fizeram estudos e experiências que os possibilitaram apresentar à humanidade, propostas para a educação de crianças baseadas em princípios filosóficos e pedagógicos que, nos tempos atuais, podem ser definidos como pilares de uma educação para infância.

Inúmeros são os educadores, filósofos, psicólogos e cientistas que pensaram o desenvolvimento infantil, mas não podemos deixar de destacar alguns deles, como por exemplo, Fröebel, um dos primeiros educadores que considerou a infância como uma fase importante e decisiva na formação das pessoas. Ou então, Maria Montessori que acreditava que a educação é uma conquista da criança e defendia que a individualidade, atividade e liberdade do aluno deviam permear uma proposta pedagógica. Célestin Freinet, em pleno século XIX, lutava contra o ensino tradicional, centrado no professor e na cultura enciclopédica e defendia uma educação ativa em torno do aluno. Lev Semenovich Vygotsky, por sua vez, acreditava que a escola é o lugar social privilegiado para o desenvolvimento das crianças e para compreender a relação entre os processos de aprendizagem e desenvolvimento. Jerome Bruner via a criança como indivíduo “multivocal”, proativo, repleto de potencialidades, habilidades, intencionalidade e possuidor de saberes construídos, John Dewey destacava que a função social da educação era uma forma de ação política que se dava por meio das interações do indivíduo na sociedade, Malaguzzi compreendia a criança como um sujeito único, complexo e individual, revelando a visão de criança rica, capaz de surpreender e de contribuir com seus conhecimentos próprios e Piaget defendia uma concepção construtivista, ou seja, o conhecimento é um processo de criação e construção que se dá a partir de conhecimentos e idéias anteriores.

Os estudiosos acima trouxeram para nós educadores uma contribuição muito valiosa na construção de uma pedagogia para a infância. A concepção de infância/criança, de educação e de sociedade levou-os a formular teorias condizentes com essas concepções e que hoje, no século XXI, são importantes e aparecem em nossos projetos pedagógicos.

Os pressupostos pensados para o desenvolvimento da educação da época em que cada um viveu são: educação para a prática da democracia, autonomia da criança, cognição, afeto e socialização, trabalho e capacitação do aluno para a transformação do meio. Além disso, oferecem técnicas, que consideramos motivadoras e que envolvem o aluno, oportunizando a sua participação e garantindo, assim, o alcance dos pressupostos já mencionados.

A pedagogia para a infância do século XXI deve ter como pressupostos a preparação para uma vida cidadã, onde crianças têm direitos e deveres, perfil transformador, autonomia, independência, liberdade, justiça, paz e uma visão globalizada.

Atualmente, surgem novas perspectivas de criança e infância, baseadas

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envolverde/os autores

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