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Terça-Feira , 27 de Setembro de 2022
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Meninas: mais chances de bom desempenho escolar


www.ultimosegundo.ig.com.br - 29.07.10

Meninas têm mais chances de alcançar bom desempenho escolar

Segundo pesquisa inédita do Projeto Atenção Brasil, explicação está na habilidade social e melhor índice de saúde mental delas

Thelma Torrecilha, especial para o iG


Pela primeira vez, a saúde mental da população infanto-juvenil brasileira foi avaliada por um estudo científico. Pesquisadores do Projeto Atenção Brasil analisaram o comportamento de meninos e meninas de diferentes Estados do País e concluíram que as estudantes do sexo feminino têm 59% a mais de chance de alcançar um desempenho escolar acima da média do que os do sexo masculino.

Segundo eles, a explicação está no comportamento e na forma como ambos lidam com as emoções. As meninas apresentam melhores índices de saúde mental. O estudo comprovou que meninos estão mais sujeitos a dificuldades emocionais, problemas de conduta e de habilidade social. Os menores índices de saúde mental deles aumentam em 70% os riscos de baixo desempenho escolar.

Os dados são do Projeto Atenção Brasil, um estudo populacional desenvolvido pelo Instituto Glia, de Ribeirão Preto (SP), com a colaboração de pesquisadores da Universidade La Sapienza (Itália) e do Albert Einstein College of Medicine (EUA). Para o presidente do Instituto Glia e coordenador da pesquisa, neurologista da infância Marco Antonio Arruda, a superioridade no desempenho escolar proporcionada pela habilidade social e os melhores índices de saúde mental das meninas foi um achado importante.

“No que se refere a desempenho escolar, as meninas ganham de lavada. A pesquisa surpreendeu, porque mostrou características comportamentais próprias das meninas, que interferem no desempenho escolar. Elas pensam antes de agir, concluem as tarefas, são mais resilientes, proativas”, afirmou.

De acordo com a pesquisa, as meninas apresentam um comportamento pró-social, são queridas pelas outras crianças, têm pelo menos um bom amigo e consideração pelos sentimentos das pessoas. Já os meninos não gostam de compartilhar brinquedos e doces, têm acessos de raiva, mentem ou enganam, brigam e amedrontam colegas com frequência.

Foram entrevistados pais e professores de 9.149 crianças e adolescentes de 81 municípios, em 16 unidades da Federação. Os pesquisadores coletaram e analisaram dados de crianças e adolescentes de ambos os sexos, de 5 a 18 anos de idade, frequentando classes regulares do 1º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio em escolas particulares e públicas, de zona urbana e rural.

A amostra final da pesquisa foi de 5.961 crianças e adolescentes, pois foram considerados apenas os questionários completos, respondidos por pais e professores.

Conceitos mais amplos
O estudo apresenta diferenças estatísticas significativas entre meninos e meninas. Segundo Arruda, essa é a mais ampla amostragem da saúde mental da população infantil brasileira, que além de confirmar estudos internacionais, revelou dados importantes.

“É a primeira vez que uma pesquisa nacional tem essa dimensão, confirmando a diferença entre meninos e meninas. Os meninos têm mais transtornos mentais, isso não é novidade. Mas, saúde mental é um conceito mais amplo, não é apenas a ausência de transtorno mental. A criança pode ter um baixo índice de saúde mental mesmo quando não apresenta nenhum transtorno”, explicou.

As dificuldades apresentadas pelas crianças e adolescentes, como problemas de conduta e com os colegas, hiperatividade e desatenção são sinais de alerta para os pais e para o sistema educacional do País. Os prejuízos gerados pelas dificuldades do dia a dia à saúde mental das crianças e dos adolescentes são chamados de "impactos" pelos médicos.

O estudo identificou fatores de risco e de proteção que podem direcionar medidas para impedir, minimizar ou inverter impactos na saúde mental das crianças. Os resultados, além de uma série de recomendações para a escola e a família, foram reunidos em uma cartilha que será lançada, no final da semana, durante o III Congresso Aprender Criança, em Ribeirão Preto.

A pesquisa mostrou que, entre os meninos, o i

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