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Uma escola boa é onde a criança pode ser feliz


www.envolverde.com.br - 16.08.10

\"Uma escola boa é onde a criança pode ser feliz\". Entrevista especial com Euclides Redin

Por Redação IHU


“O provão feito nas universidades, depois de dez anos, já provou que não serve para nada. Então, o MEC resolveu alterar a modalidade de avaliação e, até hoje, nós, os professores universitários, não sentimos qualquer vantagem”, assim Euclides Redin analisa a questão das avaliações dos alunos brasileiros, sejam eles do ensino fundamental, médio ou superior. Em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line, Redin reflete sobre o processo de educação no país e fala sobre o que está por trás das diversas formas de avaliar o ensino. “Na última década, houve uma neurose de avaliações escolares. Tanta estatística, apontamento e resultados me parecem muito suspeitos porque não são neutros. Em geral, as avaliações não mostram onde a escola vai bem e onde ela vai mal. Ela leva os resultados para gráficos que vão acabar montando apenas um ranking e sempre que nós classificamos, estamos discriminando”, explicou.

Euclides Redin é graduado em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Nossa Senhora da Imaculada Conceição. É especialista em Orientação Educacional e mestre em Educação pela PUCRio e doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor da Escola Superior de Teologia - EST, em São Leopoldo, RS.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O que a nota mais alta diz sobre o processo de educação?

Euclides Redin – Essa questão é muito séria. Se observarmos os testes que são feitos hoje de avaliação das escolas, perceberemos que são contraditórios. Eles nunca conseguem indicar que o aluno está aproveitando os processos da escola porque depende de quem faz a avaliação. Para uma escola que teve bom desempenho, eu perguntaria, em primeiro lugar, quem fez a avaliação. Depois questionaria quais são os objetivos da equipe que está avaliando. De fato, quem avalia quer ver alguma coisa que o interessa. Respondido isso, poderemos saber o que significam as notas que a escola recebeu. A escola pode estar bem, por exemplo, apenas nas disciplinas que se propõe e não necessariamente mostra ser um espaço de experiência de cidadania.

Na última década, houve uma neurose de avaliações escolares. Tanta estatística, apontamento e resultados me parecem muito suspeitos porque não são neutros. Em geral, as avaliações não mostram aonde a escola vai bem e aonde ela vai mal. Ela leva os resultados para gráficos que vão acabar montando apenas um ranking e sempre que nós classificamos, estamos discriminando.

IHU On-Line – Quais os limites do sistema de avaliação feito aqui no Brasil?

Euclides Redin – Eu tenho uma reserva muito grande quanto a isso. Nos últimos tempos, o Brasil tem avaliado de forma radical desde a pós-graduação até a educação infantil. Acho ridículo querer dar números para a aprendizagem de uma criança de quatro ou cinco anos. Há uma neurose de avaliações que não estão servindo para nada. Aliás, elas estão humilhando nossos professores, nossas escolas e convencendo os alunos que eles não prestam para aprender.

O provão feito nas universidades, depois de dez anos, já provou que não serve para nada. Então, o MEC resolveu alterar a modalidade de avaliação e, até hoje, nós, os professores universitários, não sentimos qualquer vantagem. Apenas nos sentimos ameaçados e constrangidos. Estes testes acabam colocando um curso contra o outro, uma universidade contra a outra, alimentando vaidades. Hoje, existe um novo sistema de avaliação do ensino superior que é mais sofisticado, portanto pior ainda, porque, quanto mais se entra de forma positivista no sistema da educação, menos nos ajuda.

IHU On-Line – E o Enem, professor?

Euclides Redin – Ele me assusta. Se gasta fortunas para que uma empresa imprima sob sigilo absoluto as provas. Até o quartel faz parte do processo para garantir a contribuição. Isso não é educação, isso é uma discriminação. Há um motivo muito sério por trás disso: controlar o que as crianças aprendem e o que querem apr

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IHU

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