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Problemas com o livro digital no Brasil


www.envolverde.com.br - 23.08.10

Formato, preço e pouco acesso à banda larga travam livro digital no Brasil, diz especialista

Por Sarah Fernades, do Aprendiz


A incompatibilidade de formatos de arquivo, o preço elevado dos aparelhos de leitura digital e o pequeno número de pessoas com acesso à banda larga não permitem que os livros digitais se popularizem no Brasil. A avaliação foi feita por escritora e editor, durante a o debate “O livro na era digital”, que aconteceu quinta-feira (19/8), na 21ª Bienal do Livro de São Paulo.

Um dos principais entraves é o acesso à Internet banda larga. “Temos 39 milhões de consumidores de livros e 40 milhões de usuários de Internet banda larga, sendo que apenas 10 milhões utilizam em casa. Esse seria o nosso total de leitores”, avaliou o editor Ednei Procópio, durante o debate. “O analfabetismo digital tem que ser superado para substituir papel”.

Os diferentes aparelhos de leituras digitais e os formatos de arquivo exigidos por cada um também impedem a difusão dos livros digitais. “São inúmeros formatos e os aparelhos ora são compatíveis ora não. Isso travou o livro eletrônico”, disse Procópio. “Temos servidores que guardam vários livros, mas e se não tivermos uma tomada para ligá-lo?”, completou o editor sobre um problema que ele considera ainda mais básico.

Porém, ele ressaltou que o preço dos aparelhos de leitura digital é o principal entrave. “Eles nunca vão ficar baratos porque as indústrias vão criar e recriar ferramentas que vão mantê-los caros”, observou. “Ao todo, 80% do preço dos aparelhos é determinado pelo tipo de tela e as preto-e-branca são as mais baratas. Imagine migrar livros infantis ilustrados para esse formato?”.

A escritora de livros Regina Drummond, que também participou do debate, avaliou que o formato digital pode não ser eficiente para despertar o interesse por livros. “A Internet não forma leitores. Quem vira leitor é quem vai à prateleira e escolhe. Não é só colocar o livro na cesta básica. Mas na dúvida entre impresso ou digital, o mais importante é optar por ler”.

Livro de graça

A chamada “free culture”, ou cultura da gratuidade na Internet, é um problema para regular a difusão dos livros digitais, segundo o editor Ednei Procópio. “Os internautas veem tudo o que está na rede como gratuito e quando tem que pagar por algo se recusam”, explicou. “Por que o livro em papel tem que ser pago e o digital não?”.

O compartilhamento dos livros em rede também prejudica o recolhimento dos direitos autorais para Procópio. “Você pode compartilhar músicas sem passar por ninguém e também pode digitalizar um livro e compartilhar. Mas como recolher direitos? A questão está sendo debatida na consulta pública para reforma da lei de direitos autorias”, observou.

A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo vai até domingo (22/8), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, que fica na Avenida Olavo Fontoura, 1.209, em Santana, São Paulo (SP). A entrada custa R$ 10, sendo que estudantes pagam R$ 5 e idosos e crianças menores que 12 anos não pagam.




(Envolverde/Aprendiz)



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