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Efeitos de Chernobyl podem durar séculos


www.envolverde.com.br - 24.08.10

Efeitos de Chernobyl podem durar séculos

Por Pavol Stracansky, da IPS


Kiev, Ucrânia, 24/8/2010 – Quase 25 anos depois do pior acidente nuclear da história, novas descobertas científicas sugerem que os efeitos da explosão em Chernobyl foram subestimadas. Especialistas publicaram, no mês passado, uma série de estudos indicando que, contrariando conclusões anteriores, as populações de animais diminuíram na área de exclusão em torno do lugar onde funcionava a antiga central nuclear soviética, e que os efeitos da contaminação radioativa depois da explosão foram “assombrosos”. Cada vez mais javalis com altos níveis de césio são encontrados no lugar.

Esta informação foi divulgada meses depois que médicos na Ucrânia e Bielorússia detectaram aumento nas taxas de câncer, mutações e doenças do sangue, que pensam estar relacionado com Chernobyl. Por outro lado, uma pesquisa norte-americana publicada em abril constatou aumento nos defeitos de nascença, aparentemente devido à exposição continuada a doses de radiação de baixo nível.

Para ativistas contrários à energia atômica, esses estudos demonstram que os moradores da região afetada sofrerão consequências devastadoras, talvez por séculos. “Este é um problema que não acabará em poucos anos. Estará ali por centenas de anos”, disse à IPS Rianne Teule, da organização Greenpeace. “As novas pesquisas confirmam que os problemas são maiores do que disseram em 2006 a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e continuarão existindo e aparecendo em outros estudos. Não é algo que acaba logo”, acrescentou.

A catástrofe aconteceu em abril de 1986 quando explodiu um dos blocos da central localizada na atual Ucrânia. Estima-se que a radioatividade total de Chernobyl foi 200 vezes maior do que as liberações combinadas das bombas nucleares lançadas pelos Estados Unidos em 1945 sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. A explosão e os incêndios geraram uma gigantesca nuvem radioativa que se espalhou por toda a Europa, obrigando à evacuação de 350 mil pessoas de áreas próximas à usina.

Anos depois, a Organização das Nações Unidas (ONU), OMS, AIEA e outros organismos uniram-se aos governos de Rússia, Bielorússia e Ucrânia para criar o chamado Fórum Chernobyl, a fim de realizar um grande estudo sobre os efeitos do desastre e divulgar suas conclusões em 2006. A pesquisa concluiu que houve apenas 56 mortes diretas (47 socorristas e nove crianças com câncer de tireoide), e estimadas quatro mil mortes indiretas.

Entretanto, o informe foi duramente criticado por outros grupos, para os quais foi enormemente subestimado o número de mortes e o potencial do acidente. Alguns questionaram a postura da AIEA, que apoiou por décadas o uso de energia nuclear com fins pacíficos. Estudos alternativos contradiziam algumas das conclusões do Fórum Chernobyl e alertavam que os efeitos na saúde seriam muito mais devastadores.

O informe Torch, publicado em 2006 pelos cientistas britânicos Ian Fairlie e David Summer, menciona a incerteza sobre os efeitos na saúde pelas exposições a baixas doses de radiação ou a radiação interna por ingestão de alimentos contaminados. Também indicaram que foi subestimada, pelo menos em 30%, a quantidade de partículas radioativas liberadas pela explosão no meio ambiente.

Cifras oficiais dos países afetados também contradizem as conclusões do Fórum Chernoby. A Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer, da ONU, concluiu que o número mais provável de mortes relacionadas com o desastre seria de 16 mil, enquanto a Academia Russa de Ciências calculou que até agora ocorreram 140 mil mortes na Ucrânia e na Bielorússia e 60 mil na Rússia. A ucraniana Comissão Nacional de Radiação elevou esse número para 500 mil.

Médicos ucranianos e bielorussos informaram à imprensa da Ucrânia, no começo deste ano, que houve crescimento nos casos de câncer, na mortalidade infantil e em relação a outros problemas de saúde que, estão convencidos, são efeitos do desastre. “Os números apresentados pela ONU e AIEA não coincid

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=79864&edt=9

IPS

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