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Supletivo da escola da Mooca se supera


www.estadao.com.br - 13.09.10

Supletivo’ da escola da Mooca se supera

Fábio Mazziteli

Em meio ao lento recuo da taxa de analfabetismo no País, confirmado com a divulgação na última semana dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a Escola Estadual Professor Antonio Firmino de Proença, na Mooca, zona leste da capital, deu um sinal positivo com origem na Educação de Jovens e Adultos (EJA, antigo supletivo), modalidade de ensino voltada a quem está com a escolarização atrasada.

Em redação, no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os alunos de EJA da Firmino de Proença obtiveram nessa modalidade a melhor nota da capital paulista e a segunda melhor média entre as capitais das 27 unidades federativas do País, com 636, 25 pontos (escala de 0 a 1.000).

A nota de redação dos estudantes do antigo supletivo da escola da Mooca superou até a média das turmas do ensino médio regular, formadas por alunos que não tiveram interrupções no estudo e obtiveram média de 587,18 pontos em redação no Enem de 2009.

Para o diretor da escola, José Cruz Júnior, o bom desempenho em redação é reflexo do trabalho qualificado e interdisciplinar desenvolvido pelos professores da Educação de Jovens e Adultos.

“Os professores desempenharam papel fundamental. A produção de textos foi trabalhada não só em língua portuguesa, mas também em outras disciplinas”, afirma Cruz Júnior, que desconhecia que sua escola havia obtido a melhor nota da capital nessa modalidade. “Em comparação com outras escolas da região, vimos que tínhamos ido bem no Enem”.

Alunos mais velhos

Segundo o diretor, na distribuição das aulas para o ano letivo, alguns docentes escolheram trabalhar somente com EJA por uma opção profissional. Nessa modalidade de ensino, o trabalho docente é feito com um público mais velho. Com um currículo mais compacto, cada semestre de EJA corresponde a um ano do ensino médio regular – o aluno conclui o ensino médio em um ano e meio.

“Os professores preferem atuar na EJA porque se tem uma sensação de que o aluno dá mais retorno, é mais interessado”, conta. “Mas pela nossa experiência, o aluno de EJA também não chega pronto e o desafio é semelhante.”

Coordenadora do ensino médio na Firmino de Proença, Cleusa Meira de Aguiar destaca também o trabalho de reorganização das turmas como um item que contribuiu para o bom desempenho. Após alguns alunos desistirem de seguir na EJA no decorrer do ano letivo – a evasão é comum nessa modalidade de ensino – as classes foram reagrupadas.

Cleusa faz questão de frisar que o trabalho dos professores foi essencial no processo de motivação dos estudantes. Os 20 alunos de EJA que fizeram o Enem resolveram prestar o exame sonhando com vaga no ensino superior. “O incentivo dos professores fez diferença”, diz.

Quebra-quebra

Escola em que o ex-governador e presidenciável José Serra (PSDB) estudou nos anos 1950, a Antonio Firmino de Proença está localizada próxima à região do Parque Dom Pedro II e sentiu nos últimos anos o reflexo da degradação do entorno, o que agravou episódios de violência e relatos de tráfico de drogas nos arredores – à noite, é comum ver “noias” (usuários de drogas) pela área.

No ano passado, o colégio estadual se tornou notícia por causa de um caso de polícia: estudantes invadiram o pátio da escola na hora do intervalo e, após serem repreendidos por funcionários, receberam a solidariedade de colegas que se rebelaram contra os servidores.

O conflito gerou um quebra-quebra que terminou com várias vidraças do colégio quebradas e um confronto entre policiais militares e estudantes, que se trancaram em salas de aula e armaram barricadas com o mobiliário escolar para se protegerem.

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