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Grupo do IEA estuda o contato entre culturas


www.envolverde.com.br - 14.09.10

Grupo do IEA estuda o contato entre as diferentes culturas

Por Simone Harnik, especial para o USP Online


A interação entre pessoas e populações de diferentes culturas, com comunicação e transportes cada vez mais ágeis, vem ocorrendo de forma crescente. Nesse contexto, aumentam as demonstrações de xenofobia, intolerância e de discriminação, seja por etnia ou por crença religiosa. É com essa temática que o Grupo de Pesquisa de Diálogos Interculturais, criado em 2009 no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, pretende contribuir.
Toda cultura é um processo constante de construção, desconstrução e reconstrução

“As consequências do contato entre culturas têm sido um desafio que pede, urgentemente, novas estratégias para que respostas desgastadas e perversas possam ser contornadas. É preciso partir de novas concepções”, afirma a psicóloga e coordenadora do grupo, Sylvia Dantas.

O grupo tem entre suas atribuições a tarefa de estimular o intercâmbio científico e cultural entre a USP e instituições brasileiras e estrangeiras. Para isso, o instituto realiza convênios de cooperação ou faz convites específicos a pesquisadores e intelectuais com trabalhos representativos.

No primeiro ano de funcionamento, os estudiosos dos Diálogos Interculturais participaram de seminários internos e de troca de experiências. “Agora esperamos realizar eventos abertos e publicações para difundirmos nosso conhecimento”, adianta a coordenadora.

Intolerância
Manifestações de intolerância podem ser vistas, segundo a professora, na internet e até mesmo no discurso de presidentes. “Recentemente tivemos, por exemplo, no Brasil, os casos de comunidades no Orkut como a ‘Odeio nordestinos’. Elas estão sendo investigadas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Na França, o presidente [Nicolas Sarkozy] está enviando os ciganos, que têm cidadania europeia, de volta para a Romênia”, conta.

Mas por que esse desrespeito acontece? De acordo com Sylvia, as culturas nascem de relações desiguais. “Temos, então, uma cultura dita dominante em relação a outras ditas minoritárias. Toda cultura é um processo permanente de construção, desconstrução e reconstrução que, em tempos de rápidos deslocamentos e constante contato intercultural, torna-se extremamente dinâmico. É preciso conhecimento desses processos e é daí que surge a importância de um grupo de estudiosos voltados para essas questões que são reais.”

Os trabalhos dos pesquisadores abordam temas como gênero, homossexualidade, identidade étnica e imigração, entre outros. Os resultados podem colaborar, por exemplo, com a formulação de políticas públicas.

“Nossas pesquisas envolvem questões que estão ligadas ao convívio e às decorrências do contato nas diversas instituições sociais, como a família, a escola, a universidade e o espaço urbano. Elas apontam para a necessidade de implementar medidas concretas que assegurem o direito de cidadania a todos. Medidas que possibilitem um convívio a partir de trocas de respeito e conhecimento de fato do outro”, afirma Sylvia.

Interdisciplinaridade
Os Diálogos Interculturais, que dão nome ao grupo, contam com pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, que, por meio do enfoque teórico e da metodologia de suas disciplinas, investigam as interações entre culturas e a repercussão para as pessoas e sociedades.

Além de pertencerem a diferentes áreas do saber, os estudiosos estão ligados a várias instituições, sendo algumas estrangeiras. A própria Sylvia compõe o corpo docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e há professores da USP, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), entre outras.

No exterior, encontram-se pesquisadores como Lorenzo Agar, sociólogo da Universidade do Chile; Jeffrey Lesser, historiador da Universidade Emory, Judy Kuriansky, psicóloga da Universidade de Columbia, e Marcelo Suarez-Orozco, do Centro Estudos Migratórios da Universidade de Nova York, os três dos Estados Unidos; no Japão,

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=80702&edt=40

Agência USP de Notícias

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