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Revolução Farroupilha


www.uol.com.br - 21.09.10

Revolução Farroupilha

Quem foi e o que fez Bento Gonçalves?

Alexandre Bigeli*
Da Redação, em São Paulo


Os brasileiros do Rio Grande do Sul celebram no dia 18 de julho o aniversário da morte de Bento Gonçalves (1788/1847). Ele foi um dos mentores da Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos, um grande movimento que sacudiu o sul do país durante o período em que o Brasil era governado por regentes (1830/1845), até que o herdeiro do trono, Dom Pedro 2º, completasse a maioridade.

Quem leu o livro "A Casa das Sete Mulheres" (ou assitiu à minissérie exibida no começo de 2003 pela Rede Globo de Televisão) tem uma idéia da dimensão do protesto e da mobilização popular contra as arbitrariedades do governo imperial. O termo "farrapo" vem de "esfarrapado", palavra do português aracaico usada para ridicularizar os simpatizantes das idéias liberais.

Também conhecido como Guerra dos Farrapos, o movimento partiu basicamente da elite rio-grandense, seguidas vezes prejudicada pela política fiscal do Império. A base da economia gaúcha era a produção da carne sob forma de charque. Buscando aumentar sua arrecadação, o governo imperial aumentou muito a taxação sobre este e outros produtos sulistas, como couro e erva-mate.

Além disso, havia a questão militar. Os rio-grandenses eram preteridos na escolha dos oficiais que combatiam nas guerras do período, como a da Cisplatina, contra o Uruguai e a Argentina. O que incomodava os gaúchos era o fato de os soldados sulistas morrerem nos campos de batalhas enquanto eram comandados por oficiais enviados pela capital.

Para completar, o Rio Grande do Sul recebia poucos investimentos imperiais, como a construção estradas e a manutenção de serviços educacionais, mesmo sendo uma província rica e estratégica. Isso irritava a população local, que tanto contribuiu para o Império nas guerras.


República Rio-Grandense

A insatisfação era enorme e artingiu um ponto de rompimento. Em 1835, o combatente Bento Gonçalves comandou a tomada da capital da província, Porto Alegre, dando início a uma série de combates entre os gaúchos e as forças imperiais. Em 1836, os farrapos proclamaram a República Rio-Grandense e aclamaram Bento Gonçalves como presidente. Porto Alegre continuava nas mãos do Império, mas a maior parte do Rio Grande do Sul era controlada pelos farrapos, que também se infiltravam em Santa Catarina. Os combates persistiam.

Entre 1837 e 1839, o imigrante combatente Giuseppe Garibaldi assumiu o comando militar dos farrapos e decidiu enfrentar o Império pelo mar. O estaleiro dos rebeldes, que ficava na Lagoa dos Patos, no sul do Estado, foi atacado pela marinha imperial, o que provocou um dos lances mais impressionates da história militar: os barcos farrapos foram transportados por terra até Tramandaí (litoral do RS).

Foram 80 km de travessia sobre troncos de árvore. A partir daí, os farrapos organizaram suas forças marítimas e desferiram um vigoroso ataque à Laguna, em Santa Catarina. A vitória estimulou os farrapos a expandir o movimento, transformando Santa Catarina na República Juliana.

A série de grandes vitórias farroupilhas teve vida curta. Entusiasmados, eles tentaram conquistar a Ilha do Desterro (atual Florianópolis), mas foram surpreendidos por forças imperiais. Na batalha, perderam muito arsenal de guerra. Entre 1840 e 1841, com muito mais recursos, o Império lançou contra-ataques vigorosos no Rio Grande do Sul, obrigando os farrapos a transferir diversas vezes a capital de sua república, inicialmente em Piratini. Isso afetou a organização militar e civil do movimento. Bento Gonçalves começou a cogitar a rendição dos farrapos.


Duque de Caxias
Em 1842, o Império nomeou Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, como presidente da província do Rio Grande do Sul. Convém lembrar que o Império jamais reconheceu a República. Além das armas, o Duque usou a política para derrotar de uma vez por todas os farrapos.

Lima e Silva criou intrigas entre os comandantes da revolução, aproveitando as dificuldades de comunicação entre Bent

http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u2.jhtm

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