> Sistema Documentação
> Memorial da Educação
> Temas Educacionais
> Temas Pedagógicos
> Recursos de Ensino
> Notícias por Temas
> Agenda
> Programa Sala de Leitura
> Publicações Online
> Concursos & Prêmios
> Diário Oficial
> Fundação Mario Covas
Boa noite
Sexta-Feira , 07 de Outubro de 2022
>> Notícias
   
 
Educação científica: desafio do presente


www.envolverde.com.br - 29.10.10

''Desenvolver educação científica é o desafio do tempo presente'', diz vice-diretora do CNPq

Por Desirée Luíse, do Aprendiz


“Desenvolver educação científica é o desafio do tempo presente, já que o conhecimento é um dos maiores valores de uma sociedade”. A afirmação é da vice-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Wrana Panizzi, em entrevista concedida ao Portal Aprendiz.

Como meio de incentivar a pesquisa entre alunos do ensino médio, o CNPq, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), destinou R$ 10 milhões à realização de eventos científicos. A ideia é apoiar feiras e mostras de âmbito nacional ou internacional relacionados à ciência e tecnologia.

“Qualquer projeto de desenvolvimento sustentável para o país passa necessariamente pela qualificação dos recursos humanos e esta certamente começa na preparação nos cursos de formação”, explica a vice-presidente.

Portal Aprendiz – Qual é a importância da criação de mecanismos para maior incentivo à pesquisa no país?

Wrana Panizzi – Desenvolver educação científica é o desafio do tempo presente, já que o conhecimento é um dos maiores valores de uma sociedade. Acreditamos que o domínio do código científico e tecnológico proporciona condição básica para uma efetiva inserção das pessoas no mundo do trabalho, e no mundo social e cidadão.

Aprendiz – Foram destinados R$ 10 milhões para eventos científicos com o objetivo de melhorar os índices educacionais brasileiros. Como foi tomada essa decisão?

Wrana – O CNPq e a Capes trabalham pelo mesmo objetivo. Qualquer projeto de desenvolvimento sustentável para o país passa necessariamente pela qualificação dos recursos humanos e esta certamente começa na preparação nos cursos de formação. Nesse sentido, entendemos que deveríamos não só apoiar o estudante da graduação. Educação científica é primordial para educação qualificada. Temos que aumentar a inserção não só na apropriação do conhecimento, mas também na sua própria produção.

Aprendiz – O que está sendo feito e poderia ser destacado com relação ao incentivo à pesquisa no ensino médio?

Wrana – O programa Bolsa de Iniciação Científica Júnior, voltado para os estudantes do ensino médio, pode ser destacado. Com isso, busca-se promover maior proximidade entre a escola de ensino médio e a graduação. Todos os anos, as diferentes instituições apresentam os resultados das pesquisas, porque fazemos um acompanhamento dos programas. Você não tem mais ciência pura e aplicada, mas uma ciência que se coloca a serviço da sociedade. É quando nos perguntamos por que produzir conhecimento? Para que sociedade? Certamente, isso fez com que incentivássemos as feiras e salões de ciências.

Aprendiz – Qual é o caminho para aprimorar a política de desenvolvimento científico e tecnológico?

Wrana – Nossa educação carece de melhorar aspectos ligados à qualidade. Precisamos mudar o nosso modelo pedagógico, acadêmico e institucional de formação dos estudantes. Hoje, temos a obrigação de fazer com que o aluno tenha clareza e acompanhe o que acontece na fronteira do conhecimento, portanto a excelência é um dado importante. Mas também que um número cada vez maior de estudantes possa participar, então falamos da inclusão. Excelência e inclusão como dois paradigmas importantes de uma política de desenvolvimento científico e tecnológico, o que devemos perseguir.

Aprendiz – Qual é sua avaliação sobre as feiras científicas que têm acontecido no país para que jovens apresentem projetos de pesquisa?

Wrana – O trabalho das feiras é capaz de propiciar uma visão diferenciada. Vi o brilho no olhar de estudantes que se apresentaram na Mostratec [Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que ocorreu na última semana, em Novo Hamburgo (RS)]. Eles ajudam também a estimular o professor.

Aprendiz – Beneficia tanto o professor como o aluno?

Wrana – Vejo nessas duas perspectivas. Muda a vida dos dois. O aluno fica mais curioso, mais participativo e exige mais do professor

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=82849&edt=8

aprendiz.uol.com.br

Para mais informações clique em AJUDA no menu.

 





Clique aqui para baixar o Acrobat Reader