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Quarta-Feira , 05 de Outubro de 2022
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Sertanista contatou Xavantes e índios gigantes


www.globoamazonia.com - 23.11.10

Filho e neto de indigenistas, Odenir Pinto contatou Xavantes e \'índios gigantes\'

Sertanista nasceu em aldeia em época de contatos com Xavantes em MT.

Ele contatou os Krenakarore, chamados pela imprensa de \'índios gigantes\'.

Lucas Frasão
Do Globo Amazônia, em São Paulo


Odenir Pinto fez o primeiro curso de indigenismo promovido pela Fundação Nacional do Índio (Funai), em 1970. Mas sua experiência em proteger povos indígenas no Brasil é uma herança de berço, uma vez que a história de sua família tem laços fortes com a própria formação do indigenismo no país.



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Seu avô, Otaviano Calmon, deixou o Espírito Santo rumo a Minas para ingressar na profissão de indigenista, aos 15 anos. Mais tarde, em Mato Grosso, trabalhou com Marechal Rondon, criador do Serviço de Proteção do Índio e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPI), fundado em 1910. A criação do órgão simboliza o início do indigenismo no país, que celebra neste ano seu primeiro centenário.



Calmon passou o bastão de indigenista para seu filho, Pedro Vanni, que casou-se com Joana Pinto, enfermeira do SPI. O casal foi viver na aldeia Bakairi, na margem direita do Rio Paranatinga, em Mato Grosso. Lá nasceu Odenir Pinto, na época em que se faziam os primeiros contatos com um grupo de indígenas xavante, habitantes das redondezas.




Perseguido durante a ditadura, indigenista foi anistiado em 1993. (Foto: Lucas Frasão/ G1)
Ainda sem contato pacífico com sociedades não indígenas, os xavante haviam sido expulsos de sua área original, segundo Odenir, por homens armados. Os funcionários da SPI prepararam outro local perto dali, batizado de Retiro do Azul, para alocar os indígenas retirados à força de suas terras. \"Queríamos mostrar para esse grupo de xavantes que ali havia um pessoal em paz. O primeiro contato foi meio inesperado e eu tinha uns 5 anos de idade\", diz Odenir.



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Por toda sua infância e adolescência, Odenir conviveu muito próximo aos indígenas. Viveu com os xavante e os bakairi e fala com fluência a língua desses povos. Mas apesar da educação que o fazia praticamente um indigenista desde criança, ele tentou outra profissão antes de ingressar na Funai.



Odenir trabalhava na Souza Cruz, produtora de cigarros, quando morreu seu avô, em 1968. Seu pai morreu no ano seguinte, enterrado por xavantes em uma aldeia. A perda dos parentes despertou em Odenir a vontade de seguir oficialmente a profissão de indigenista e, em 1970, ele ingressou no primeiro curso para a formação de indigenistas promovido pela Funai no Brasil.



\"Fui para Brasília fazer o curso. Eram 52 novos técnicos indigenistas em todo o país\", lembra Odenir, que teve 6 meses de aulas teóricas antes de partir para uma vivência de mais 6 meses com índios em uma aldeia. No fim do curso, ainda houve um treinamento no Xingu para aprender a sobreviver na selva.



O primeiro emprego surgiu logo após a conclusão do curso, quando ele foi enviado ao Amazonas para trabalhar com os mura apirahã, um dos principais grupos a empreender, no século 19, um movimento conhecido historicamente como Cabanagem. \"Aconteceu no Amazonas e no Pará e os mura eram um dos principais promotores. O movimento era uma resistência contra europeus que estavam chegando e tomando conta da Amazônia. Os mura sofreram tudo que vocês podem imaginar, foram perseguidos, caçados e se espalharam\", diz.



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Globo Amazônia

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