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Quarta-Feira , 28 de Setembro de 2022
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Violência contra crianças e adolescentes


www.envolverde.com.br - 26.01.11

Pesquisar ajuda na prevenção de violência contra crianças e adolescentes

Por Desirée Luíse, do Aprendiz

Para atuar na prevenção de violência contra crianças e adolescentes, é necessária uma análise mais qualificada sobre essas populações e a cidade. A opinião é do coordenador do programa de extensão “Escola Protetora” da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Marcos Cezar de Freitas.

“Estamos distante de uma cidade protetora, que seja responsável com a criança. Oferecemos escolas e creches, mas não é o suficiente”, afirma o coordenador. “Processos de escolarização são fundamentais. No entanto, devemos conhecer mais de perto o cotidiano de crianças e jovens, seus lugares de trânsito, porque elas convivem com um déficit enorme de espaço público”.

Freitas aponta que no espaço da cidade apenas existe referências às crianças no entorno da escola. “Ou seja, os espaços urbanos são sempre vulneráveis a hostilidades contra crianças e adolescentes. Não os integra”, disse.

Com o objetivo de enxergar mais de perto a vida das crianças e jovens, a pós-graduação em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência, no campus Guarulhos da Unifesp, desenvolveu o programa “Escola Protetora”, que oferece formação continuada na área de direitos humanos na infância.

O foco do curso é oferecer elementos teóricos e práticos, para que os participantes possam atuar preventivamente no combate às diversas formas de violência relacionada às crianças e adolescentes.

“A maior parte das agressões são experiências agravadas por questões urbanas concretas. Por exemplo, a enorme distância que as mães percorrem para trabalhar. Levar quatro horas para chegar em casa repercute na criança”, analisa. A ideia do curso surgiu após conversas com a comunidade feitas pelos mestrandos da universidade, que sentiram a demanda de trabalhar com as muitas faces da violência.

Na primeira turma, formada neste ano, foram abordados temas como violência psicológica e sexual, bullying, ameaças à integridade física e negligência contra crianças com deficiência. O direcionamento do curso é dado pelos próprios alunos, de acordo com o repertório de dúvidas e com as experiências de atuação que trazem. As aulas da próxima turma terão início em março de 2011.

O projeto conta com 40 horas de formação presencial e 40 horas de formação a distância. O curso é voltado para professores, profissionais de saúde, membros de conselhos tutelares e lideranças comunitárias.

Baseada no princípio da tecnologia social, a iniciativa também pretende desenvolver diversas pesquisas, abrindo perspectivas reais para ações protetoras por parte das universidades, escolas e poder público.

Um material com os estudos da primeira turma está sendo organizado pelos gestores do programa. Disponibilizado, o conhecimento poderá ajudar na prevenção, segundo o coordenador Freitas. “O projeto quer se tornar uma referência para repartir problemas comunitários. A essência é escutar a comunidade”, conclui.

Para mais informações sobre o programa de extensão “Escola Protetora”, mande um e-mail para o coordenador: marcos.cezar@unifesp.br



(Envolverde/Aprendiz)



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