> Sistema Documentação
> Memorial da Educação
> Temas Educacionais
> Temas Pedagógicos
> Recursos de Ensino
> Notícias por Temas
> Agenda
> Programa Sala de Leitura
> Publicações Online
> Concursos & Prêmios
> Diário Oficial
> Fundação Mario Covas
Boa tarde
Sábado , 24 de Setembro de 2022
>> Notícias
   
 
Descobertas florestas fossilizadas na Antártida


www.1folha.uol.com.br - 09.02.11

Cientistas desvendam florestas fossilizadas na Antártida


DA BBC BRASIL

Cientistas que estudam fósseis de plantas e animais encontrados na Antártida descobriram que esses seres possuíam mecanismos sofisticados que lhes permitiam sobreviver vários meses no escuro.

Segundo teorias, no período em que essas criaturas viveram, cem milhões de anos atrás, a Terra estava à beira de um aquecimento extremo.

As calotas de gelo que tinham coberto os polos haviam praticamente derretido, permitindo que amplas florestas crescessem no local.

Hoje, com o aumento nas médias de temperatura registradas no continente antártico, os cientistas não descartam a possibilidade de que plantas voltem a florescer na região.

PASSADO SUBTROPICAL

Uma das primeiras pessoas a encontrar evidências de florestas antárticas foi o conhecido explorador britânico Robert Falcon Scott.

Retornando do polo Sul em 1912, ele encontrou fósseis de plantas na geleira Beardmore. O peso adicional dos espécimes pode ter contribuído para a sua trágica morte (Scott morreu congelado dias depois de alcançar o polo Sul), mas revelou ao mundo o passado subtropical do continente.

A pesquisadora Jane Francis, da Universidade de Leeds (Inglaterra), seguiu os passos de Scott, passando dez temporadas na Antártida coletando fósseis de plantas.

"Ainda acho incrivelmente fascinante a ideia de que a Antártida foi um dia coberta de florestas", disse Francis à BBC. "Temos como certo que a Antártida sempre foi uma vastidão gelada, mas as calotas de gelo são, em termos de história geológica, relativamente recentes."

Uma das mais incríveis descobertas da cientista foi feita nas montanhas Transantárticas, não muito longe de onde Scott encontrou seus fósseis. "Estávamos no alto dos picos gelados quando encontramos uma camada de sedimento cheia de folhas frágeis e gravetos".

Mais tarde, a equipe descobriu que esses fósseis eram restos de arbustos de faia (árvore típica de climas temperados).

Com idade em torno de cinco milhões de anos, os arbustos estavam entre as últimas plantas a viver no continente antes do seu resfriamento.

Outros fósseis revelam que florestas verdadeiramente subtropicais existiram na Antártida em períodos anteriores, durante a chamada "era dos dinossauros", quando níveis muito mais altos de gás carbônico provocaram um período de aquecimento global extremo no planeta.

"Se você voltar cem milhões de anos no tempo, a Antártida estava coberta de florestas (de árvores) altas, semelhantes às que existem hoje na Nova Zelândia", disse à BBC Vanessa Bowman, colega de Francis na Universidades de Leeds.

"Encontramos com frequência troncos fossilizados que devem ter vindo de árvores muito grandes".

LONGAS NOITES

Para os especialistas, a característica mais intrigante e bizarra das florestas polares era sua capacidade de sobreviver a longos invernos, em que a noite dura meses, e aos verões sem fim, quando o sol brilha à meia-noite.

O cientista David Beerling, da Universidade de Sheffield, explica qual foi o desafio que essas espécies tiveram de enfrentar:

"Durante períodos prolongados de escuridão no inverno quente, as árvores consomem seu estoque de nutrientes", explica.

Se ese processo continua por tempo muito longo, elas acabam "passando fome", disse Beerling à BBC.

Para entender como as árvores sobreviveram a essas condições extremas, Beerling fez um experimento. Entre as plantas que um dia viveram na Antártida está a espécie Ginkgo biloba, que por viver até hoje é considerada um fóssil vivo.

"O que fizemos foi plantar mudas dessas plantas em estufas sem luz onde pudemos simular as condições de luz da Antártida. Também aumentamos a temperatura e as concentrações de CO2 para obter as mesmas condições."

O experimento demonstrou que as árvores podem sobreviver incrivelmente bem a esse ambiente estranho. Embora usem seus estoques de alimento no inverno, elas compensam as perdas porque são capazes de fazer a fotossíntese 24 horas por dia no verão.

DINOSSAUROS NO ESCURO

Outros fóssei

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/872876-cientistas-desvendam-florestas-fossilizadas-na-antartida.shtml

BBC Brasil

Para mais informações clique em AJUDA no menu.

 





Clique aqui para baixar o Acrobat Reader