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Sexta-Feira , 30 de Setembro de 2022
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Educação feminina: chave para o desenvolvimento


www.envolverde.com.br - 01.03.11

Educação feminina é a chave para o desenvolvimento e a paz”

Por Myurvet S. Mehmed, da IPS


É necessário criar sensibilidade de gênero nas escolas, o que “significa romper estereótipos e incentivar as meninas a terem aspirações e a procurá-las”, disse à IPS a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova. A IPS conversou com a máxima dirigente da Unesco na semana passada em Nova York, por ocasião do lançamento oficial da ONU Mulheres, a nova Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Poder das Mulheres.

IPS: Quais são as prioridades mundiais da Unesco quanto a ajudar os Estados-membros da ONU a conseguirem educação universal até 2015, data limite para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio?

IRINA BOKOVA: Como demonstra nosso “Informe de acompanhamento da educação para todos no mundo”, que divulgaremos no dia 1º de março, na última década houve avanços impactantes. Cinquenta e dois milhões adicionais de meninos e meninas se matricularam nas escolas primárias. E a quantidade dos que abandonaram a escola caiu pela metade na Ásia meridional e ocidental. Vários países que iniciaram a década com grandes brechas de gênero conseguiram a igualdade de gênero na educação primária. Estes êxitos são resultado de um forte compromisso político, um gasto interno sustentado em educação e políticas que tornaram a educação mais acessível. Porém, como adverte nosso informe anual, estes avanços estão diminuindo. Em nossos programas enfatizamos melhorar a contratação de professores e as políticas de capacitação, porque para alcançar a educação primária universal até 2015 são necessários 1,9 milhão de professores. Também os centramos na alfabetização, porque cerca de 800 milhões de pessoas adultas são analfabetas, e nas habilidades para o mundo do trabalho, bem como em ajudar os governos a manejar seus sistemas educacionais. O maior desafio que os sistemas educacionais enfrentam é chegar aos marginalizados, garantir que os estudantes adquiram conhecimentos e habilidades relevantes para abrir caminho no mundo globalizado de hoje, junto com valores e atitudes que promovam o diálogo, a cidadania responsável e a paz.

IPS: Acredita que uma educação de qualidade para as meninas pode ajudar a fortalecer a agenda internacional sobre desenvolvimento e paz?

IB: A educação de meninas e mulheres é a chave para o desenvolvimento e a paz. O fato de dois terços de adultos iletrados serem mulheres reflete a injustiça do desigual acesso à educação. As sociedades pagam um alto preço por isto. Um menino cuja mãe pode ler tem 50% mais de probabilidade de viver além dos cinco anos de idade. Na África subsaariana, estima-se que em 2008 poderiam ter sido salvos 1,8 milhão de crianças se suas mães tivessem pelo menos o ensino secundário. As mulheres cuja instrução vai além do primário têm cinco vezes mais probabilidade do que as analfabetas de estarem informadas sobre a prevenção do HIV/aids. A educação proporciona uma voz, incentiva a participação política e aumenta as oportunidades de trabalho. Não pode existir uma sociedade equitativa e justa sem se conseguir a igualdade de gênero, e isto começa com a educação.

IPS: Quais são os desafios reais para as meninas irem à escola? Trata-se de problemas políticos, financeiros, sociais ou culturais?

IB: É preciso começar cedo. Em muitos países, nascer menina ainda pode significar exclusão em termos educacionais. A pobreza é o obstáculo número um. Mas há outros de natureza mais social e cultural. Viver em uma área remota, pertencer a uma comunidade indígena, falar um idioma minoritário ou ter uma deficiência faz com que as meninas corram riscos ainda maiores de exclusão. Estes obstáculos não são irremovíveis, e a experiência demonstra isso. De Bangladesh ao Senegal, muitos países que começaram de baixo conseguiram a igualdade de gênero na educação primária. O primeiro passo é abolir as matriculas e garantir que não haja custos ocultos, como livros ou uniformes, que impedem que as meninas frequentem a escola.

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=87391&edt=1

IPS/Envolverde

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