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O nacionalismo nas revoltas árabes


www.envolverde.com.br - 04.03.11

O nacionalismo nas revoltas árabes

Por Wladmir Coelho*


O agravamento da crise econômica mundial a partir de 2008 colocou em debate a eficiência do modelo regulatório, gerando entre os financistas uma apropriação do discurso intervencionista naturalmente direcionado e adaptado ao socorro dos interesses do capital internacional naquele momento, enfrentando múltiplas falências bancárias.

Desta forma adaptaram-se as antigas bandeiras nacionalistas e desenvolvimentistas às necessidades de financiamento das corporações transformadas, a partir da crise, em defensoras e dependentes da imediata intervenção estatal, tendo em vista a escassez do crédito privado.

No setor petrolífero a adoção do modelo contratual de partilha da produção encaixou-se perfeitamente aos interesses do grande capital e passou a ser utilizado desde os primeiros sinais de crise, antecedendo assim o ano de 2008, acompanhado do discurso "neo-nacionalista".

Deste "neo-nacionalismo" prevalece a idéia de controle do bem natural do petróleo e manutenção da empresa estatal ou mista, todavia, esta empresa apresenta uma função distinta daquela prevista no momento de sua fundação, podendo ser dividida em duas situações.

A primeira, em regiões de risco quase zero, nas quais prevalece a extração em terra, abrangendo áreas bastante conhecidas por sua operacionalidade comercial, nas quais fica a petrolífera estatal ou mista responsável por organizar os leilões para o controle dos blocos, recebendo e comercializando o petróleo entregue em pagamento ao Estado, fato observado, por exemplo, na Líbia, Arábia Saudita e Iraque.

Não existe nestes casos um mínimo pré-estabelecido pelo governo, tornando possível uma combinação entre as companhias privadas internacionais, e não existem muitas, para o estabelecimento de um mínimo do mínimo, de modo que a empresa de controle estatal fique responsável por abastecer o mercado interno e tente competir com suas "sócias" no mercado internacional. A solução líbia, neste caso, foi criar uma rede de postos de gasolina (Tamoil) em parte dos continentes europeu e africano, vendendo gasolina refinada na Europa a partir de seu petróleo.

O segundo modelo de apropriação do petróleo através do discurso "neo-nacionalista" ocorre em áreas que exigem a utilização de tecnologia com maior nível de sofisticação para a exploração em grandes profundidades marítimas.

Neste caso o Estado torna-se, quase sempre, o operador dos blocos sem assumir a condição de controlador, sendo responsável por manter, através de uma empresa estatal ou mista, toda a operação e contratação de empresas de perfuração e transporte, na prática financiando as empresas detentoras das demais parcelas do campo. Neste caso, cabe incluir a experiência do Brasil e da Noruega, embora existam significativas diferenças entre as motivações dos dois países.

Unindo as duas situações, tornou-se comum o discurso de poupança para "as gerações futuras" através da criação de um fundo para a administração dos recursos oriundos da venda do petróleo. Tais recursos encontram-se aplicados de forma "responsável" nas bolsas de valores e garantiram a salvação de muitos bancos detentores dos derivativos ou títulos tóxicos. Estes papéis imobiliários eram considerados até 2008 uma aplicação altamente rentável, portanto, responsável.

Completando a festa, os fundos futuristas ainda financiam os novos empreendimentos dos mesmos oligopólios que determinaram o seu montante local e ainda ganham, via mercado de ações, recursos para novos empreendimentos.

As "gerações futuras", notadamente aqueles jovens do chamado mundo árabe, parecem fartos de esperar por estes recursos e resolveram cobrar atitudes imediatas, cuja base implica na utilização do poder econômico gerado a partir da exploração do petróleo em benefício do desenvolvimento de seus países e região.

Através de inúmeros protestos e rebeliões, os jovens árabes quebram o dogma liberal clássico de superação das etapas como fórmula necessária para o crescimento, apontando os sérios problemas decorrentes desta prática, res

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Correio da Cidadania

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