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Sexta-Feira , 22 de Setembro de 2017
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Efeitos da radiação no corpo humano


www.ultimosegundo.ig.com.br - 12.04.11

Saiba mais sobre os efeitos da radiação no corpo humano

Entenda os riscos apresentados pela contaminação de água e alimentos e pela exposição à radioatividade

BBC Brasil

A elevação da classificação do acidente nuclear na usina de Fukushima Daiichi para o nível sete, o mais alto possível, aumentou a preocupação com os possíveis efeitos da radioatividade na saúde da população.

Uma zona de evacuação de 20 quilômetros afetando 70 mil pessoas foi estabelecida ao redor da usina nuclear, e está sendo estendida a outras cinco comunidades fora da delimitação original. Pessoas vivendo a menos de 30 quilômetros de Fukushima foram aconselhadas a deixar a área ou a ficar dentro de casa.

Especialistas acreditam que a ação rápida das autoridades japonesas pode ter minimizado os riscos para a saúde humana, mas há preocupação com o nível de radiação a que os funcionários da usina foram expostos e com a possível contaminação de água e alimentos.



Quais são os efeitos imediatos da exposição à radioatividade?

Exposição a níveis moderados de radiação - acima de um gray (a medida padrão da dose absorvida pelo corpo) - podem resultar em náusea e vômitos, seguidos de diarreia, dores de cabeça e febre. Depois da primeira série de sintomas, pode haver breve período sem qualquer problema aparente, mas algumas semanas depois, os sintomas podem voltar ainda mais fortes.

Com níveis mais altos de radiação, todos esses sintomas podem ser imediatamente aparentes, assim como lesões - possivelmente fatais - aos órgãos internos. Normalmente, a exposição a uma dose de quatro grays mataria cerca de metade dos adultos saudáveis.

Em comparação, o tratamento com radiação contra câncer geralmente utiliza várias doses entre um e sete grays de cada vez, mas as doses são altamente controladas e normalmente dirigidas a uma área específica do corpo.

E os efeitos de longo prazo?

Câncer é o maior risco de longo prazo. Normalmente quando as células do corpo atingem sua "data de validade", elas cometem suicídio. O câncer aparece quando as células perdem esta habilidade e efetivamente se tornam imortais, continuando a se dividir e se multiplicar de forma descontrolada.

O corpo tem vários processos para garantir que as células não se tornem cancerosas, mas os danos causados por exposição à radiação podem atrapalhar esses processos de controle, fazendo com que o câncer se torne muito mais provável.

O fracasso em consertar de forma efetiva os danos causados pela radiação também podem gerar mutações genéticas não apenas associadas ao câncer, mas que também podem ser passadas para os filhos, levando a deformidades em futuras gerações. Entre os problemas que podem surgir daí estão mudanças no tamanho da cabeça e do cérebro, má formação dos olhos, problemas de crescimento e de aprendizado.

As crianças são mais vulneráveis a problemas causados pela radioatividade?

Potencialmente sim, porque como elas estão crescendo mais rapidamente, mais células estão se dividindo, e as chances de mais coisas darem errado se torna maior.

Após o acidente nuclear em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, a Organização Mundial de Saúde notou um aumento significativo na incidência de câncer de tireoide em crianças das redondezas. Isso aconteceu porque materiais radioativos liberados no acidente continham altos níveis de iodo radioativo, uma substância que se acumula na tireoide.

Que risco Fukushima Daichii representa para a população atualmente?

As autoridades japonesas mediram um nível de radiação de 400 milisieverts por hora na usina. Um sievert é equivalente a um gray, mas costuma ser usado para medir quantidades menores de radiação e para estimar riscos de longo prazo. Há mil milisieverts (mSv) em um sievert e as pessoas são normalmente expostas a cerca de 2 mSv de radiação por ano por fontes naturais.

O especialista em radiação da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, Richard Wakeford diz que a exposição a uma dose de 400 milisieverts - o equivalente a algo entre 50 e 100 tomografias computadorizadas - não seria suficiente para c

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BBC Brasil

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