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Quinta-Feira , 23 de Novembro de 2017
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Flipzona: Ilustradores falam do seu ofício


flip.org.br


Parati amanheceu nublada, com ruas ainda vazias, mas já imersas na expectativa pelo início da programação principal da Flip. Nesse compasso de espera, mais de uma centena de adolescentes da cidade acompanharam a palestra-apresentação dos ilustradores Maurício Veneza e Fernando Vilela . Na prática, foi o início do evento para os jovens da cidade. Lotando o chamado Espaço Flipzona, eles tiveram um contato direto, embora tímido, com dois profissionais de larga experiência na criação de imagens para livros infantis.


De frente para a Praça da Matriz, o Espaço Flipzona tem uma atmosfera interna que lembra um pequeno cinema interiorano de uma outra época. Só que, nesse caso, havia três telas. Eram os monitores de cristal líquido, espalhados na penumbra da sala, que exibiam as cores vibrantes das ilustrações de Veneza e Vilela. Lá na frente, sobre o pequeno palco, os ilustradores revezaram-se ao microfone para comentar como haviam concebido e executado cada um daqueles trabalhos.


Veneza, o primeiro a falar, fez um resumo de sua trajetória desde quando começou a trabalhar como publicitário até tornar-se ilustrador de livros. Conforme suas contas, já ilustrou cerca de 100, além de outros 40 que ele próprio escreveu e publicou. “Cheguei onde queria”, disse, satisfeito com seu status profissional, a poucos meses de completar 60 anos de idade (“Estou no trampolim”).


Ao mesmo tempo em que enfatizava a importância, para jovens, de respeitar a vocação no momento de escolher uma profissão, Veneza destacou a necessidade do aprendizado contínuo, mesmo para quem tem talento. Repetiu, mais de uma vez, a palavra “empenho”, como se ela resumisse a mensagem que queria deixar para a plateia. E advertiu: “Nunca vi ninguém nascer com um lápis na mão”. Com essa frase, ele reforçava a ideia, repetida por diversos escritores e artistas, que a chamada “transpiração” (aplicação ao trabalho) conta tanto ou mais que a celebrada “inspiração”, ao se levar a cabo uma obra criativa.


Vilela, por sua vez, contou que, no passado, cursou faculdade de artes plásticas, foi modelo vivo em academias de arte e trabalhou como jornalista até fixar-se, por fim, na atual profissão de ilustrador de livros. Além de atuar como artista, lidando com formas e cores, ele também produz textos infantis sozinho e em parceria com sua mulher. Conforme e caso, ele se encarrega tanto da criação da história quanto da ilustração dos textos.
Um dos pontos altos do material apresentado na Flipzona, ao longo do evento desta manhã, foi o primeiro livro ilustrado por Vilela, uma história medieval russa.

Enquanto monitorava a projeção em Power Point, o artista explicou aos jovens, do ponto de vista técnico, como produziu as 40 gravuras em madeira que deram origem às belas imagens que se sucediam nas telas. Os jovens da plateia mostravam-se interessados a apresentação de Veneza e Vilela, mas sem despregar o olho, aproveitando assim o escurinho da sala, das telinhas de seus aparelhos de bolso.



http://www.flip.org.br/noticias.php?id=655

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