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Sábado , 27 de Maio de 2017
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Adultos também sofrem com a hiperatividade


Publicado no caderno Equilíbrio na Folha de S.Paulo 20/05/2004

Conviver com uma criança ou com um adolescente que não agüenta ficar parado por mais que alguns minutos, é dispersivo, fala pelos cotovelos e age impulsivamente não é fácil. Mas o problema pode ser ainda maior quando é um adulto que se comporta dessa maneira. Essas são características dos transtornos de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), que, ao contrário do que se imaginava, não se alteram com o término da adolescência e podem atrapalhar bastante e por toda a vida o cotidiano do portador e de quem está ao seu lado.

Os sintomas permanecem os mesmos, mas o grau de cobrança aumenta, afirma o psiquiatra Mario Louzã, coordenador do Projeto Déficit de Atenção e Hiperatividade no Adulto (PRODATH), do Hospital das Clínicas (SP). Isso ocorre principalmente nos casos em que os transtornos não foram identificados precocemente. Espera-se que um adulto seja "maduro" e cumpra suas obrigações familiares e profissionais. O próprio hiperativo tem essa expectativa em relação a si mesmo. Em alguns casos, porém, sem o acompanhamento adequado, os portadores desse tipo de transtorno não conseguem estabelecer metas ou organizar-se e, além dessas dificuldades, têm de enfrentar críticas e preconceitos.

Auto-estima

Um estudo apresentado no último congresso da Associação Americana de Psiquiatria, realizado no início deste mês, quantificou as implicações dos TDAH na fase adulta. Após entrevistar 1.001 adultos portadores dos transtornos, os analistas do instituto de pesquisa norte-americano Ropert concluíram que os hiperativos apresentam dificuldades de relacionamento e sérios problemas de auto-estima, o que aumenta em três vezes o risco de sofrer de estresse, depressão e outros problemas emocionais.

Essa associação entre TDAH e distúrbios psicológicos é constatada no dia-a-dia dos consultórios. De acordo com o neurologista João Radvany, do hospital Albert Einstein (SP), em mais da metade dos casos, o adulto que ainda não recebeu o diagnóstico de portador do transtorno procura ajuda médica por se sentir deprimido. "Com o tempo, descobre-se que o quadro depressivo foi provocado pelos TDAH."

A pesquisa indicou outro dado preocupante: a maior suscetibilidade dos portadores de se envolverem com álcool e drogas. Mais de 60% fumam, e 52% já usaram algum tipo de droga.

Dos entrevistados, apenas 18% concluíram curso superior, comparados com 26% dos americanos em geral. Nos Estados Unidos, um adulto tem, em média, 3,4 empregos em dez anos; entre os portadores dos transtornos, esse número sobe para 5,4. Além disso, 43% dos entrevistados declararam terem sido demitidos ou pedido demissão por causa dos sintomas dos TDAH.
Leia a matéria na íntegra em:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3487.shtml

Folha de São Paulo

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