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Quinta-Feira , 30 de Outubro de 2014
>> Avaliação Interna
   
 
Planejamento e avaliação na escola: articulação e necessária determinação ideológica

Cipriano Carlos Luckesi


O ato de planejar não é um ato simplesmente técnico. Assim como também não é um ato exclusivamente político-filosófico. Segundo o autor, esse ato será, sim, ao mesmo tempo político-social, científico e técnico.
Não basta pensar nos meios, nas técnicas e na sofisticação dos recursos tecnológicos, afirma o autor. Eles são necessários, mas como meios. Importa que a prática de planejar em todos os níveis - educacional, curricular e de ensino -- ultrapasse a dimensão técnica, integrando-a numa dimensão político-social.
O ato de planejar, assim assumido, deixará de ser um simples estruturar de meios e recursos, para tornar-se o momento de decidir sobre a construção de um futuro.

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"O ato de planejar é a atividade intencional pela qual se projetam fins e se estabelecem meios para atingi-los. Por isso, não é neutro, mas ideologicamente comprometido."

"...a prática do planejamento em nosso país, especialmente na Educação, tem sido conduzida como se fosse uma atividade neutra, sem comprometimentos. (...) porém, pouco ou nada se discute a respeito do real significado social e político da ação que se está planejando. Não se pergunta pelas determinações sociais que estão na base do problema a ser enfrentado, assim como não se discutem as possíveis conseqüências políticos-sociais que decorrerão da execução do projeto em pauta."

"Planejar, nas escolas em geral, tem sido um modo de operacionalizar o uso de recursos - materiais, financeiros, humanos, didáticos. (...) usualmente (com exceções no cotidiano escolar, é claro) essa semana de planejamento redunda no preenchimento de um formulário em colunas, no qual o professor deve fazer durante o ano letivo na disciplina ou área de estudos que trabalha. (...) Essa é uma forma de fazer do ato de planejar um ato neutro, como desejavam nossos ex-ministros e como desejam todos os que defendem uma perspectiva conservadora para a sociedade."

"...o papel do diretor de um estabelecimento de ensino é coordenar a construção de diretrizes da instituição como um todo e atuar para prover condições básicas para que tais diretrizes possam efetivamente sair do papel e transformar-se em realidade (...) ele (o diretor) será, sim, o coordenador de uma decisão coletiva para a Escola, que também deverá ser gerenciada coletivamente."

"A avaliação poderia ser compreendida como uma crítica do percurso de uma ação, seja ela curta, seja prolongada. Enquanto o planejamento dimensiona o que se vai construir, a avaliação subsidia essa construção, porque fundamenta novas decisões. (...) A avaliação será, então, um sistema de crítica do próprio projeto que elaboramos e estamos desejando levar adiante. (...) um ato amoroso, um ato de cuidado, pelo qual todos verificam como estão criando seu bebê e como podem trabalhar para que ele cresça."

Publicação: Série Idéias n. 15. São Paulo: FDE, 1992
Páginas: 115-125

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