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Bom dia
Sexta-Feira , 02 de Dezembro de 2022
>> Avaliação Interna
   
 
Subsídios para uma reflexão teórica acerca da prática avaliativa

Maria Laura P. Barbosa Franco


Como avaliar? Por que determinados professores privilegiam determinadas formas de avaliação?
Quando o professor escolhe seus instrumentos ou formas de avaliação, tem uma "teoria" a respeito do processo de ensino/aprendizagem e de como avaliá-lo. Mas, nem sempre esta teoria está explicitada, às vezes, até para o próprio professor.
Este texto trata da íntima relação entre prática e teoria, ou nas palavras da autora, da "práxis".

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"Sendo os homens em sua atividade concreta o ponto de partida para a construção do conhecimento, a ciência real, a teoria começam na vida real, na atividade prática. Portanto, a verdadeira atividade - a "práxis" - é teórica-prática, e neste sentido é relacional, crítica, transformadora, pois é teórica sem ser mera contemplação - uma vez que é a teoria que guia a ação - e é prática sem ser mera aplicação da teoria - uma vez que a prática é a própria ação guiada e mediada pela teoria. Aqui, a teoria é entendida como uma aquisição histórica, construída e produzida na interação que se estabelece entre os homens e o mundo."

"A atitude do homem diante da realidade, e conseqüentemente a do professor diante do aluno, não é a de um ser contemplativo, indiferente e executor de diferentes "práticas". Sua prática está impregnada de teoria porque, ao atuar e interferir na realidade do aluno, ou seja, ao avaliar (seja uma aula, um plano de ensino, o rendimento escolar etc.), ele o faz com vistas ao atingimento de algumas finalidades já mentalmente elaboradas e orientadas por conhecimentos - que constrói ativamente - e por informações - das quais se apropria."

"O exame dessa problemática, além de atual e emergente, parece-nos fundamental pois qualquer que seja o modelo ou processo de avaliação a ser adotado, ele concentra uma série de decisões que se expressam na ação prática do professor, quando avalia seus alunos, quando toma novas decisões a partir dos resultados da avaliação, quando mantém ou reformula seus planos."

"(...) começaram a surgir sérios questionamentos em relação à aplicação de testes padronizados e à absorção acrítica de seus resultados. A partir daí, instalam-se novos debates em torno dos pressupostos teóricos subjacentes à "avaliação quantitativa" e "a "avaliação qualitativa". No âmago desses debates, outros enganos foram (e continuaram sendo) cometidos."

"Nesse enfoque, o avaliador não parte de esquemas rígidos e concebidos a priori. Embora inicie seu trabalho a partir de alguns pressupostos teóricos (já incorporados), durante a realização da avaliação de seus alunos deve estar atento para as novas categorias que emergem na interação concreta que se estabelece entre ambos. Nesse processo, devem ser recuperados os aspectos contraditórios e as diferentes perspectivas, muitas vezes conflitantes, presentes em determinada situação."

Publicação: Série Idéias n. 8. São Paulo: FDE, 1998
Páginas: 119-126

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