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Domingo , 25 de Fevereiro de 2024
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Avaliando uma escola de 1º grau

Menga Lüdke


O que faz uma escola ser considerada boa por pais, professores e alunos?
Neste texto a autora nos apresenta as características que as escolas consideradas eficazes têm em comum, a partir de um estudo realizado por uma organização internacional (Organization for Economic Co-operation and Development), em escolas comprometidas com o sucesso da aprendizagem de seus alunos.

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"Já havia ficado claro, em parágrafos precedentes, que as características seriam deduzidas de escolas reconhecidas como efetivas, e não o caminho inverso. Isto é, contornando a grande - talvez insuperável mesmo - dificuldade de estabelecer critérios (standarts) que designassem as boas escolas, a serem escolhidas a partir deles, os autores preferiram tomar como ponto de partida as escolas reconhecidas como boas, ou efetivas, como eles preferem dizer, e a partir delas deduzir as características que têm em comum. Segundo eles, a comunidade interessada sempre reconhece uma escola boa, assim como uma escola má."
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"Decidi então, como contribuição para os participantes deste seminário, compartilhar com eles não apenas a lista de características comuns a escolas efetivas, proposta pela OECD (...), mas também o exercício de confronto dessa listagem com a realidade de uma escola que conheço bem. É o que proponho passar a fazer agora, analisando cada uma das características."

- Compromisso com normas e objetivos claramente reconhecidos por todos

"Boas escolas, segundo os autores, são aquelas que oferecem um clima propício à aprendizagem. O pré-requisito essencial, continuam eles, é a aceitação pela escola das normas e objetivos comuns, que são claramente expressos, definidos e assumidos."

- Planejamento e tomada de decisão em grupo e trabalho desenvolvido em clima de experimentação e avaliação

"Para isto é indispensável um clima de liberdade para a experimentação de inovações, que deve ser sempre acompanhada de uma avaliação que permita ao grupo decidir sobre a conveniência de sua integração à vida da escola. Indispensável, a este respeito, é o grau de independência de que goza a escola, com relação a prescrições externas rígidas, para que possa justamente experimentar e inovar, pelo menos em parte, em matéria de currículo, métodos de ensino e alocação de recursos, com vistas à obtenção dos possíveis melhores resultados."

- Liderança positiva para iniciar e animar um processo contínuo de melhoria

"Venha de onde vier, de um indivíduo ou de forma colegiada, é fundamental que a liderança, a autoridade na escola, garanta o provimento de condições necessárias à implementação dos planos e inovações considerados importantes para a melhoria da instituição."

- Estabilidade do corpo de professores e funcionários
- Estratégia para desenvolvimento contínuo do corpo de professores e funcionários, de acordo com as necessidades pedagógicas e de organização de cada escola

"Toda a equipe deveria ter oportunidades regulares para treinamento em serviço, tanto dentro da própria escola, como através de programas externos."

- Trabalho em função de um currículo cuidadosamente planejado e coordenado, que assegura espaço suficiente para cada estudante adquirir conhecimento e habilidades essenciais.
- Alto nível de envolvimento e apoio dos pais
- Busca e desenvolvimento dos valores mais amplos da escola, acima dos valores individuais
- Uso máximo do tempo para a aprendizagem
- Apoio ativo e substancial da autoridade educacional responsável

"Várias informações surgidas ao longo deste relato permitem entrever a complexidade das relações entre uma escola e a autoridade central à qual está vinculada. (...) De um lado "as autoridades" se aproximam com dificuldade da realidade das escolas e raramente da forma que deveriam, no momento no local em que estas se sentem mais necessitadas. De outro lado, há escolas que se mantêm na dependência, até certo ponto confortável, em vez de lutar por sua relativa autonomia, o que permitiria uma relação mais independente e provavelmente mais produtiva com os órgãos centrais."

Publicação: Série Idéias n. 8. São Paulo: FDE, 1998
Páginas: 94-105

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