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Sexta-Feira , 31 de Outubro de 2014
>> Profissionais da Educação
   
 
Formação inicial de professores para educação básica: uma (re)visão radical

Guiomar Namo de Mello


"Ninguém facilita o desenvolvimento daquilo que não teve oportunidade de aprimorar em si mesmo. Ninguém promove a aprendizagem daquilo que não domina, a constituição de significados que não compreende e nem a autonomia que não pôde construir." É sobre estas e outras questões e suas implicações na qualidade do ensino que trata este texto da educadora Guiomar Namo de Mello.

Nele, a autora analisa a formação inicial do professor e sua inadequação diante da sociedade atual e das exigências da LDB vigente, sugerindo mudanças inovadoras. Ela discute o que denomina de "simetria invertida": o professor em sua formação vive um papel oposto ao que ele está se preparando para desempenhar. Isto traz conseqüências fundamentais: é preciso que o professor experimente, enquanto aluno, aquilo que ele deverá ensinar a seus próprios alunos. Caso se deseja que o professor desenvolva nos alunos a capacidade de relacionar teoria e prática, é preciso que tal relação também esteja presente em sua própria formação.

As mudanças na formação docente têm por objetivo formar um "profissional reflexivo", cuja atuação seja ao mesmo tempo inteligente e flexível, capaz de refletir sobre sua própria ação. Por fim, a autora defende a implementação de um sistema nacional de credenciamento de cursos de formação de professores e de certificação de competências docentes.

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"Ensinar é uma atividade relacional: para co-existir, comunicar, trabalhar com os outros, é necessário enfrentar a diferença e o conflito. Acolher e respeitar a diversidade e tirar proveito dela para melhorar sua prática, aprender a conviver com a resistência, (...) fazem parte da aprendizagem necessária para ser professor."

"Mas ensinar é também uma (...) atividade altamente determinada por fatores que escapam ao controle de quem ensina. O projeto educativo e a ação cotidiana, a intenção e o resultado na sala de aula, na escola, no sistema e na política educacional sempre guardarão alguma distância, maior ou menor. Ensinar, portanto, exige aprender a inquietar-se e a indignar-se com o fracasso sem deixar destruir-se por ele."

Publicação: Revista São Paulo em Perspectiva, vol. 14, n. 1. São Paulo: SEADE, jan/mar. 2000
Páginas: 98-110

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