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Domingo , 26 de Outubro de 2014
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Ação/reflexão/diálogo: o caminhar transformador

Helenice Maria Sbrogio Muramoto


A supervisão de ensino é uma função com importância diretamente proporcional à dificuldade de seu exercício. Isto é, assim como é fundamental para o bom funcionamento do sistema educacional, é também extremamente complexa no que diz respeito à sua atuação.
O supervisor de ensino está localizado em um entremeado de relações nas quais precisa desenvolver as funções de assessoria, acompanhamento, avaliação e controle das ações escolares. Nesse texto, a autora esclarece essa estrutura de relações e tece algumas sugestões que podem vir a facilitar e a enriquecer o desenvolvimento da função.

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" No caso do Estado de São Paulo, os supervisores de ensino atuam em nível de sistema, na primeira posição hierárquica da administração burocrática da Secretaria de Educação, acima da Escola - na Delegacia de Ensino. Atuam no interescolar (no fluxo ascendente e descendente da estrutura burocrática estadual), para interferirem no intra-escolar... Os supervisores de ensino formam o Grupo de Supervisão (estafe do delegado de Ensino) e têm atribuições de assessoria, acompanhamento, avaliação e controle do conjunto das ações das escolas das redes pública e particular, tendo como referência o estatuído da legislação e na 'doutrina' pedagógico-educacional sedimentada"

"A supervisão tem um ´espaço legítimo´ em relação àquele horizonte de transformação: o encontro entre pares. Quer seja ela exercida pelo coordenador, pelo diretor, pelo supervisor de ensino ou por qualquer outro agente. Seu sentido 'original', no contexto da organização burocrática, sofre uma redefinição, pois se trata, aqui, de erigir uma outra ordem social, no movimento dialético da convivência em nossa sociedade e em nossa Escola. É ela que pode promover a gestação, a tessitura coletiva (e dialogada) da proposta político-educacional."

"Diante da diversidade, da complexidade, da multiplicidade, o 'canto da sereia' da 'especialização' hipnotiza com facilidade. Parece que é sempre melhor repartir as tarefas para dar conta delas logo, relatá-las, livrar-se delas... Freqüentemente separam-se atribuições pedagógicas e administrativas (na verdade, burocráticas) e, de acordo com as preferências, elas são 'distribuídas'. E a desarticulação corre solta. Muitos profissionais inteligentes 'desperdiçam-se', cristalizando seu desempenho em falsas especializações. E, por este 'desvio', nós supervisores, muitas vezes com eficiência, desenvolvemos inúmeras tarefas que, todavia, não configuram o conjunto articulado de ações que cabe ao grupo de supervisores de uma Delegacia desenvolver para consolidar a democratização da educação escolarizada em suas diversas instâncias."

" No movimento ação/reflexão/ação, impulsionados pelo compromisso e 'iluminados' pelo conhecimento, pelo estudo constante, olharemos a relação entre o administrativo e o pedagógico não só na ação supervisora, mas em todo o ensino, de uma maneira mais aberta à compreensão dos fenômenos e de sua interpenetração, de sua interdependência."

Publicação: Artigo da Série Idéias n. 24. São Paulo: FDE, 1994
Páginas: 133-142

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