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Quinta-Feira , 01 de Dezembro de 2022
>> Educação Continuada
   
 
Funções sócio-históricas da formação de professores da 1ª à 4ª série do 1º grau

Selma Garrido Pimenta

Selma Pimenta refaz todo o percurso histórico da formação e atuação do professor no Brasil, analisando desde as antigas Escolas Normais e os Institutos de Educação até a condição de trabalho dos professores, modificada pela Lei 5692/71. Aponta, por fim, questões imprescindíveis para a melhoria do exercício do magistério.

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A seguir, trechos de suas reflexões em cada um dos períodos analisados:

Anos 30-60
"Baseada nos pressupostos da educação liberal tradicional, a professora tinha em mente um 'aluno ideal', construído a partir do modelo da classe social média alta, dotado dos pré-requisitos e da estrutura familiar que favorecia a aprendizagem. Sua tarefa enquanto professora, consistia em traduzir nos planos de aula os conteúdos a serem assimilados pelos alunos. Aqueles que não conseguissem aprender seriam 'naturalmente' excluídos da escola."

Anos 60-70
"A sociedade brasileira de então encontra-se em franco processo de urbanização industrial, com bolsões de capitalismo avançado. Tradicionalmente feminino, o trabalho da professora, antes visto como um 'concessão à emancipação feminina', vai paulatinamente sofrendo as pressões características da classe média assalariada. Já não é mais 'luxo' a mulher trabalhar fora. O trabalho da professora carrega uma vantagem, que é permitir a conciliação com o trabalho de dona de casa. Se antes ela podia, por isso, trabalhar um período, agora ela pode (e precisa) trabalhar dois; se antes o seu salário era complementar, agora assumiu o caráter de principal na família. Esse fenômeno evidencia a deterioração do trabalho em geral num capitalismo selvagem de acumulação contínua - deterioração do trabalho do homem e da mulher. As raízes históricas do trabalho e da formação da professora explicam as dificuldades dessa profissional e a 'perda da abnegação e da dedicação', antes consideradas como fatores inerentes a um bom ensino."

"... a degradação da atividade de professora tem raízes econômicas e sociais e nessas, a acomodação e a relativa passividade das professoras em face da degradação simultânea de sua renda, de seu prestígio social e de sua responsabilidade em ensinar de modo que os alunos aprendam. Ou seja, a formação da professora degradou-se no bojo da deterioração do ensino como um todo."

A partir dos anos 70
"Se queremos reverter o quadro precário da educação escolar nas quatro séries iniciais, é preciso investir fundo na modificação dos cursos de formação, de modo a assegurar que esse professor tenha:
· uma aguda consciência da realidade na qual irá atuar;
· uma sólida fundamentação teórica, que lhe permita ter essa realidade e fundamentar os procedimentos técnicos;
· uma consistente instrumentalização, que lhe permita interferir e transformar a realidade."

Publicação: Série Idéias n. 3 , São Paulo: FDE, 1992
Páginas: 35-44

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 Lei 5692/71