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Boa noite
Sexta-Feira , 02 de Dezembro de 2022
>> Ambientes de Aprendizagem
   
 
A psicologia no imaginário da escola

Marilene Proença Rebello de Souza


Neste texto, Marilene Proença - psicóloga e docente do Instituto de Psicologia da USP - reflete, a partir de sua experiência com professores da rede pública, sobre como "conceitos psicológicos" têm sido utilizados para explicar o fracasso escolar. Ela discute por que estas e outras explicações, que contribuem para a perpetuação do fracasso escolar e têm sido intensamente criticadas, ainda continuam tão presentes na escola.

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"...a nossa prática como psicólogos, atuando junto a professores da Rede Estadual, mostra-nos que os conhecimentos da Psicologia, de maneira geral, têm sido utilizados muito mais para manter mitos e práticas de segregação e de discriminação das crianças na Escola do que para possibilitar o avanço dessas crianças no processo de escolarização."

"Se por um lado a Psicologia desenvolveu um corpo de idéias que contribuiu para que considerássemos aquilo que "falta" para um processo de aprendizagem adequado, por outro também construiu um corpo de idéias que enfatiza a riqueza da troca, dos desafios, valorizando as experiências de vida, demonstrando a riqueza do pensamento infantil...
O que se passa com o conjunto dos educadores que erguem tantas barreiras, dificultando acreditar no potencial de aprendizagem de seus alunos ?"

"Sabemos que vivemos numa sociedade onde existe uma série de crenças e preconceitos em relação ao pobre, aos migrantes, aos nordestinos, aos favelados... (...) Temos de enfrentar esta realidade, discutir nossas crenças e avançar em nosso trabalho educacional. E mais do que isso, analisar as conseqüências sociais de tais atitudes, principalmente o fato de que o fracasso escolar impede a inserção dessas crianças no mundo letrado, passo importante para a cidadania. Como são nossos sentimentos diante de um aluno pobre ? Como tais sentimentos são vividos na relação pedagógica ?"

"Na nossa experiência com educadores, pudemos constatar que aqueles que vencem sua crença na incapacidade das crianças em se alfabetizarem encontram novas maneiras de trabalhar, de 'olhar' seus alunos, de organizar critérios de avaliação e de se comprometer com os pais no processo de escolarização."

Publicação: Série Idéias n. 23. São Paulo: FDE, 1994
Páginas: 35-39

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 A transformação do espaço pedagógico em espaço clínico (a patologização da educação)
 SOUZA, Marilene Proença R.

 PATTO, Maria Helena Souza