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Sábado , 25 de Outubro de 2014
>> Ambientes de Aprendizagem
   
 
Alternativas metodológicas para o trabalho pedagógico voltado ao curso noturno

Célia Pezzolo de Carvalho


Contextualizar o ensino noturno na história da escola brasileira, retomar as iniciativas desenvolvidas em forma de projetos para melhoria do ensino e pensar em alternativas para o trabalho pedagógico são os desafios discutidos por Célia Pezzolo neste texto.

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"Pouco se conhece ainda sobre as representações que o povo faz sobre a Escola; sua expectativa quanto ao que ela ensina, inclusive a ele, pela própria expansão do acesso; as relações entre o processo de escolarização e o de proletarização (pela presença ou pela ausência), que estão presentes na história da Educação vivida mas que não aparecem na história escrita, ensinada nas escolas."

"Diante do exposto, fica delineada a situação trágica dos cursos noturnos de 1 ° e 2°Graus: recebem alunos que trabalham em serviços remunerados ou não, freqüentemente bem antes dos catorze anos estabelecidos pela legislação e muitas vezes por mais de quarenta horas semanais."

"O curso noturno tem sido um diurno piorado. O professor não se aprofunda nas diferenças entre o diurno e o noturno; não há relação entre o diurno, o noturno e a condição de trabalhador do aluno e do professor. Ambos produzem - quanto vale, quanto representa essa produção para o País? O aluno que insiste em estudar à noite, apesar das repetências múltiplas, é um cidadão que contribui com sua produção para o desenvolvimento da cidade, do País."

"Ficou patente, nesse trabalho de repensar o curso noturno, que é a Escola Pública inteira que precisa ser revista e que são "ilhas de boa vontade de professores interessados" que conseguem modificar uma Escola por algum período de tempo, já que há descontinuidade nos projetos e ausência de condições."
"É essa a questão fundamental: quais as condições para o ensino e a aprendizagem quando o aluno é uma criança, um jovem, um adulto já inserido no mundo do trabalho, como força produtiva, tendo na Escola um dos únicos canais para a ciência, a tecnologia e a cultura? (...)
As poucas vezes em que a Escola faz referência à condição de trabalhador do estudante dos cursos noturnos é em sentido paternalista e autoritário. Pretende-se justificar uma diferença de tratamento quanto à seleção de conteúdos e avaliação ou à carga horária, alegando-se "cansaço", "falta de interesse", "falta de responsabilidade", "falta de base" da parte dos alunos que respondem pela sobrevivência própria, e até da família, e que se reprovados ou desistentes se matriculam novamente ano após ano."

"Esse projeto só será transformador se fundado em investigação sobre a especificidade do ensino noturno, dos integrantes da Escola nesse período e das relações entre o saber escolar e os outros saberes. Exige trabalho coletivo, onde o objetivo comum, bem-definido, arme e articule os objetivos individuais de cada elemento do grupo. Requer também empenho dos professores na apresentação e discussão das situações de ensino-aprendizagem, orientadas e fortalecidas pela colaboração com professores especialistas (de Universidade, por exemplo), registro das reflexões e do resultado das ações planejadas e realizadas. Da análise e divulgação em formato acessível a professores interessados, espera-se a "contaminação" que provoque modificações transformadoras".

"A apropriação do saber científico e tecnológico presente no moderno processo produtivo precisa integrar o currículo escolar e o fazer dos professores, contribuindo para a própria transformação da Escola em um local de trabalho.
A metodologia, portanto, perpassa a seleção dos conteúdos, precedida pela justificativa dessa escolha; o preparo para a explicitação desses conteúdos; a avaliação contínua dos procedimentos (técnicas, recursos, diálogo, atividades extra classe que prolongam a aula do professor); o registro do processo, sua análise e conseqüente divulgação."

Publicação: Série Idéias n. 25. São Paulo: FDE, 1998
Páginas: 75-89

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