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Boa noite
Sexta-Feira , 24 de Outubro de 2014
>> Progressão Continuada
   
 
Discutindo a Progressão Continuada


"Criou-se um mito de que se não reprovar, o aluno não aprende"

"A escola não pode ter medo dessa abertura à sociedade, como os grêmios estudantis."

"Essa, aliás, deve ser a reflexão de todo o professor em qualquer nível: "Esse tipo de conteúdo é fundamental para que o aluno desenvolva uma habilidade?"

"O processo de avaliação na Progressão Continuada tem de ser diário."

"O professor precisa gostar de dar aula, gostar de trabalhar a heterogeneidade."

"O equívoco é falar que com a Progressão Continuada o aluno não está aprendendo."

A Progressão Continuada está alcançando seus objetivos?

Chalita: A Progressão Continuada é muito importante em termos de ensino, mas enfrentou problemas na sua implantação.

Quando foi implantada na Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, na gestão de Luiza Erundina, com Paulo Freire como secretário da Educação (depois substituído por Mário Sérgio Cortella), também enfrentou todos os problemas de algo que é novo, que quebra paradigmas.

Paradigma, por exemplo, de que se o aluno não for reprovado, não aprende.

É o mito da reprovação. Algo que faz mal, inclusive, a esse aluno pois se trata de uma tentativa de homogeneização do ensino.

Hoje, discute-se quais os caminhos que podem aperfeiçoar a Progressão Continuada. Podemos citar a capacitação de professores, um maior investimento em material paradidático, presença de psicopedagogo na escola, atuação mais intensificada na recuperação que deve acontecer paralelamente ao processo de aprendizagem, repensar o SARESP - que hoje estigmatiza a escola com cores e que contraria um pouco a proposta de uma educação heterogênea.

Na prática, o que pode ser feito para aperfeiçoar a Progressão Continuada?

Devemos partir de algumas estratégias. Por exemplo, a capacitação de professores deve ser contínua e essa capacitação precisa trabalhar as condições de heterogeneidade das salas de aulas.

Deve levar o professor a repensar a forma de dar aula. A reavaliar seu trabalho com um aluno do século 21. Um aluno que é fruto da Internet, da televisão, de uma gama de informações, que não dá para o professor manter a mesma postura de tempos atrás.

Hoje, a escola precisa de uma abertura para a família. Se no início a Progressão Continuada fosse melhor explicada, certamente os pais teriam menos dificuldades de compreender seu significado.

O acompanhamento familiar, de ONGs e da comunidade dentro da escola auxiliam o professor a compreender o que é uma escola cidadã. Uma escola que não busca, sob o ponto de vista da avaliação, medir a capacidade de memorização do aluno, mas sim a de avaliar as habilidades desenvolvidas, como: compreensão de texto, leitura de mundo, produção de conhecimento. Uma escola que respeita a diversidade cultural do aluno e dos vários mundos que existem em São Paulo.

Dentro do conceito de Progressão Continuada, temos de levar em conta também o conceito de autonomia nas escolas. Não podemos imaginar que todas as escolas dêem o mesmo tipo de conteúdo num Estado como São Paulo, que tem 6,1 milhões de alunos.

A Deliberação do Conselho Estadual que propôs a Progressão Continuada defendia um amplo debate sobre o assunto. Debate que não ocorreu. Por que esse debate está sendo retomado agora no último ano do governo Alckmin?

O governo não pode parar durante um ano, senão partimos do conceito que no primeiro ano não dá para fazer nada porque estamos conhecendo a máquina; no segundo, estamos aperfeiçoando isso; o terceiro é quase o último ano; e, no último ano, não se faz nada. Por isso, promovemos um fórum sobre Progressão Continuada para buscar algumas conclusões pontuais.

O que então fazer a partir desse momento?

Não vamos lamentar o tempo em que esse debate não pôde ocorrer. Por outro lado, talvez tenha sido interessante esse intervalo para uma maturidade maior das pessoas em relação ao tema, para que as questões pudessem evoluir.

Hoje falamos muito em paradigma, a palavra da moda, e isso é fundamental: é preciso quebrar paradigmas.

Criou-se um mito de que se não reprovar, o aluno não aprende.

Outro mito: o aluno da 1ª a 4ª série vai diariamente à escola e não aprende. Como aprová-lo? A premissa está errada. Se ele vai à escola todos os dias e não aprende, alguma coisa está errada e não é o aluno que vai ser penalizado. Concordar com o mecanismo de força do professor do tipo "Ou você faz o que estou mandando ou eu te reprovo", estamos afirmando que a educação não é sedutora, não é envolvente e não constrói habilidades.

Mas é preciso também ensinar o professor a fazer isso ou não?

Sim. Nós tivemos uma capacitação no Parque Hopi Hari, reunindo os dirigentes de ensino, os ATPs (Assistentes Técnico Pedagógicos), os supervisores das 89 Diretorias de Ensino de São Paulo. Foi uma experiência fantástica. Refletimos como é que se pode mudar esse trabalho dentro de uma sala de aula.

Promovemos também a primeira teleconferência com os 230 mil professores da rede sobre a vulnerabilidade do adolescente, um tema que preocupa todo o educador: "Como enfrentar um adolescente que é diferente a cada dia?"

Isso acompanha outros problemas: "Como tornar minha aula mais agradável para que a aprendizagem aconteça?"

Esse processo de capacitação via teleconferência deve ser realizada a cada duas ou três semanas.

Estamos fazendo uma pesquisa com os professores da Rede para sentir quais são os pontos mais complexos que precisam ser trabalhados em termos de capacitação, no que se refere, de forma geral, à postura do professor, à didática da sala de aula, à relação professor-aluno, aos problemas sociais, à escola cidadã.

Outro processo importante: elegemos a disciplina Português para ser trabalhada numa ampla capacitação com todos os professores da Rede, em uma parceria com a PUC.

Como não podemos capacitar todos os professores de todas as áreas, escolhemos algumas áreas que trabalham a questão educativa de forma transversal. Os professores serão capacitados presencialmente para trabalhar o conceito de leitura, interpretação e produção do conhecimento.

Todos os professores de Língua Portuguesa vão passar por esta capacitação?

Todos, até o final do ano. Além disso, com a Unicamp, preparamos uma capacitação para o ensino religioso.

Queremos trabalhar no ensino religioso valores como o conceito de cidadania, de ética. Todos os 4.800 professores de ensino religioso vão passar por esta capacitação, presencial, nas 89 diretorias de ensino.

Além disso, temos o Circuito Gestão, que são pólos onde são capacitados os diretores de escolas, vice-diretores, professores coordenadores, cujo enfoque maior está sendo a Escola Aberta.

Não vamos transformar a escola num ativismo, com palestras diferentes todos os dias. Queremos que os pais tenham uma participação mais efetiva, de forma mais envolvente.

Se o pai ou a mãe são convocados na escola para levar bronca pela postura dos filhos, eles não vão mais. Mas se forem envolvidos num processo em que eles percebem que a participação é fundamental, a postura muda.

A escola não pode ter medo dessa abertura à sociedade, como os grêmios estudantis. Tenho visitado muitas escolas e nas que possuem grêmios percebe-se uma maior preocupação com a escola.

Nela, você está dividindo poder, dividindo responsabilidades. Este conceito de que o aluno pertence à escola e a escola pertence ao aluno é importante para que ele não destrua a escola. E isso é educação! Volto a insistir nesse tema. Educação não é só ensinar Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Biologia.

Não se pode desconsiderar a história do aluno.

Às vezes, o professor está ensinando como se o aluno não tivesse nenhuma informação e hoje o aluno tem muita. A gente vive numa época em que a informação é abundante. Agora, transformar a informação em conhecimento é outra história. Transformar a informação em aprendizagem significativa é o grande desafio do professor.

Quando se fala em Progressão Continuada, alguns educadores afirmam que o objetivo é manter o aluno na sala de aula. E que é necessário avaliar esse aluno. Mas primeiro não é preciso ver como estão ocorrendo as aulas para depois pensar na avaliação?

Exatamente. Disso parte uma interrogação que precisamos ter: "O que eu espero de um aluno? Que tipo de habilidades esse aluno precisa desenvolver?" Essa, aliás, deve ser a reflexão de todo o professor em qualquer nível: "Esse tipo de conteúdo é fundamental para que o aluno desenvolva uma habilidade?"

Todos os alunos têm aula de inglês ao longo de sua trajetória escolar e sempre iniciam seus estudos com o verbo 'To be'. Mas, muitos terminam o Ensino Médio e não sabem nem o verbo 'To be'.

O processo de aprendizagem começou de forma incorreta. O que você espera de um aluno quando se estuda inglês? Ou história? Ou geografia?

Outro dia, na inauguração de uma quadra, notei uma menina com um bebê no colo. Eu perguntei: "Nossa, tão moça já tem um filho?" E ela respondeu: "É o quinto!" É uma menina que passou pela escola. Estudou corpo humano, ciências, mas isso não foi significativo porque o que foi ensinado não tinha nada a ver com a vida dela. Hoje, a educação não pode ser fechada a essas questões. Não podemos imaginar o professor falando sem parar, o aluno ouvindo, mas nada vai ser significativo por que ele não está atento.

O processo de avaliação dele não vai significar absolutamente nada. Esta questão é importante.

Aconteceram muitas capacitações relacionadas à Progressão Continuada. Muitas capacitações no Circuito Gestão, parcerias com a PUC, UNESP e a USP, na formação de sete mil professores. Tudo isso já estava acontecendo. Mas é preciso intensificar! Quando falamos sobre isso, não queremos colocar mais responsabilidades no professor, mas a solução está aí.

Se o aluno chega à 4ª série e não foi alfabetizado. Ele vai ter um acompanhamento mais individualizado?

Isso não pode acontecer. Se acontecer, o que é uma exceção, ele faz mais um ano. Esse ano não é repetição da quarta série. É a retomada de todo o ciclo. Ficará mais um ano refazendo um módulo especial, que é uma "revisão" da 1ª a 4ª série. Não se fala em repetição. Ele vai ter um acompanhamento e, depois, uma nova avaliação.

Não podemos esquecer que o processo de avaliação na Progressão Continuada tem de ser diário. O professor deve acompanhar diariamente seu aluno e o processo de avaliação deve ser múltiplo. Eu não avalio o aluno só com uma prova escrita ou de múltipla escolha, prova oral, trabalho em grupo ou leitura de textos. Eu avalio todas essas coisas ao mesmo tempo.

Quando você tem uma múltipla possibilidade de avaliação, você tem uma múltipla possibilidade de análise das habilidades desse aluno. Que habilidades se espera do aluno?

Talvez não seja importante conhecer os nomes de todos os rios da antiga Iugoslávia. Se ele souber, tudo bem. Ou então, que ele saiba todas as fórmulas de trigonometria de cor. Ou a regência de verbos de cor, dependendo do ciclo em que ele está. Mas é importante que ele seja capaz de interpretar o mundo, de ler um texto e detectar elementos presentes nesse texto.

E o professor hoje não está capacitado para realizar esse tipo de avaliação?

Eu não diria que não está capacitado. A rede é muito grande e encontramos professores extraordinários em locais onde a Progressão Continuada acontece de forma brilhante, com uma participação efetiva da comunidade.

Na época da Copa do Mundo, visitei várias escolas em que Copa foi um tema transversal. Eles trabalharam as culturas dos povos que estavam participando da Copa: roupa, religião, tradição. Isso é uma educação significativa.

Certa vez, cheguei numa cidade do interior e o prefeito havia sido assassinado. O professor havia preparado uma aula sobre o corpo humano, mas os alunos queriam falar da morte do prefeito. Então, esqueça aquela aula e fale de alguma coisa que é significativo para o aluno.

Aí a aula fica envolvente! Porque se o professor repete a mesma aula, corre o risco de perder a condição de ser referencial para os alunos. Esse é um problema na educação: quando o aluno deixa de admirar o professor.

Com a Progressão Continuada, o professor não está sobrecarregado, com muitas responsabilidades? Existe uma equipe de apoio ao professor?

A escola conta com o professor coordenador e os ATPs. O psicopedagogo pode ser uma idéia. Percebi várias colocações referindo-se à dificuldade de aprendizagem. Seria interessante ter um acompanhamento psicopedagógico em cada diretoria de ensino ou em cada três escolas, por exemplo. É uma sugestão interessante.

Mas é claro que o professor tem muita responsabilidade, assim como o diretor da escola, que tem de abrir os portões das escolas.

Todo mundo tem responsabilidades, mas a única alternativa está na Educação. Se você espera um cidadão que respeite o trânsito, que não jogue papel no chão, que tenha uma postura elegante com as pessoas, que não seja agressivo, tudo isso também se aprende na escola.

A família, que é uma base educativa interessante, não está fazendo sua parte. E temos insistido para que ela participe mais porque, por melhor que seja a escola, nunca vai suprir a carência de uma família ausente.

Há outra questão que é a competência do professor na sala de aula. Espera-se pelo menos que ele tente dar uma aula mais agradável. Se o professor começa a refletir essas questões, já melhora sua forma de dar aula.

Quando terminamos a primeira teleconferência, percebemos uma resposta no mesmo dia. Eu sei que depois de duas semanas, esfria tudo de novo e eu tenho de fazer outra teleconferência.

Mas é importante o professor reconhecer a necessidade de uma relação melhor com o aluno e mudar sua prática.

Antigamente havia o mecanismo de reprovação. Hoje o mecanismo tem de ser o de alguém mais experiente que dialoga, que mostra ao aluno o que ele pode ser, tudo o que pode desenvolver. Isso desperta a curiosidade dos alunos. O que é difícil porque hoje os alunos detém uma enorme quantidade de informação.

Hoje uma criança assiste de três a quatro horas de televisão todos os dias, segundo afirmou Cortella. Ao entrar na 1ª série do Ensino Fundamental, essa criança já assistiu pelo menos cinco mil horas de televisão, mas na escola ela aprende que a "Pata Nada". É claro que não é instigante, não é envolvente. O tipo de abordagem está incorreto.

Antigamente o professor detinha a informação. Hoje não a detém mais, assim como não detém a socialização do processo de conhecimento e isso exige uma humildade do professor: "Eu não sou o dono da verdade. Estou aprendendo com vocês."

Também não falta empenho do professor?

Eu diria que na maioria das escolas não falta empenho. Mesmo quando falamos daquelas em que há alunos que não conseguem escrever e que são casos pontuais - e se são pontuais dentro de 6,1 milhões de alunos significa que os professores são bons. Há escolas de excelência, mesmo!

Talvez tenhamos uma parcela de 15% da rede descompromissada com o processo educativo. Esse dado corresponde ao número de professores que faltam exageradamente. Acho que podemos melhorar isso.

Certamente não podemos generalizar e dizer que os professores são ruins, porque 85% estão tentando melhorar. Também não é fácil melhorar porque talvez eles não tenham recebido a formação de uma escola cidadã na faculdade, nem aprenderam a realizar um trabalho de ciclos. Hoje ele vai ter de mudar o tempo todo.

Em cada turma que começa, o professor tem de adotar uma outra prática e isso não é fácil. Mas muitos deles são entusiasmados com essas mudanças. Você oferece um novo curso e eles se inscrevem em tudo. Querem aprender, mudar a técnica. Uma parte, no entanto, de certa forma se acomodou e não acredita em nada. E dentro da menor parte, tem aquele que é do contra. Isso é muito ruim.

Como o professor pode comprar essa idéia?

O professor precisa gostar de dar aula, gostar de trabalhar a heterogeneidade. Deve saber que cada aluno tem uma história e precisa respeitá-la. Entender o que é isso e que todo mundo pode aprender.

Isso envolve tempos diferentes de aprendizagem, habilidades diferentes, mas que todo mundo pode aprender.

Há pesquisas de professores afirmando que é grande o número de alunos com dificuldades de aprendizagem, principalmente nas escolas de periferia. O que está acontecendo?

Se você tem uma sala de aula que a gente chama de inclusiva, há múltiplos problemas que acontecem conjuntamente.

O aluno pode ter dificuldade de enxergar o quadro negro, de ouvir a aula, ter problemas em casa. Mas aí entra o trabalho do professor. Ele tem que perceber o trabalho dos alunos o tempo todo.

A dificuldade de aprendizagem é um problema que a escola particular também tem. É comum os pais reclamarem que o filho está na oitava série e que não sabe escrever direito. Por quê? Porque o professor no mundo inteiro passa por uma revolução.

Ou ele reavalia sua forma de trabalhar com os alunos ou esse tipo de aprendizagem não vai significar nada.

Hoje, há advogados que não sabem escrever. Cursaram Ensino Fundamental, Médio, faculdade e não sabem escrever. Têm deficiências básicas e não havia Progressão Continuada naquele tempo.

O equívoco é falar que com a Progressão Continuada o aluno não está aprendendo. Não é verdade! Essa é uma oportunidade de melhorar a aprendizagem dele.

Antes, ele não aprendia e ia embora da escola, o que é muito pior sob o ponto de vista da construção da cidadania - porque é pior fora da escola do que dentro dela. Antes o objetivo era melhorar a presença do aluno na sala de aula, agora temos de melhorar a qualidade de ensino.

Veja também o discurso de encerramento Fórum "Progressão Continuada: Compromisso com a Aprendizagem", feito pelo secretário Gabriel Chalita.

Entrevista Coletiva do dia 25 de junho de 2002.

Para mais informações clique em AJUDA no menu.

 




 A progressão continuada e autoconfiança do aprendiz - Gabriel Chalita

 Se a vida sofre mudanças, também a escola deve mudar - Domenico de Masi

 Avaliação da aprendizagem e progressão continuada: bases para construção de uma nova escola - Zilma de Moraes Ramos Oliveira

 Proposta pedagógica e autonomia da escola - José Mario Pires Azanha

 Rever o quê, mudar por quê - Luiz Carlos Menezes

 Como aperfeiçoar as escolas para que mais alunos aprendam mais - Boudewijn A.M. van Velzen

 Quando o ambiente de trabalho prejudica o desenvolvimento profissional do professor - Robert Mioch

REPORTAGEM SOBRE REPETÊNCIA

 A Repetência, uma Vergonha Nacional, Revista Nova Escola, novembro, 2000

ENTREVISTAS COM ESPECIALISTAS

 Moacir Gadotti - Novos Tempos, novos paradigmas

 Charles Hadji - Na hora de avaliar, deixe os preconceitos de lado

 Antoni Zabala - Educação Infantil inspira avaliação formativa

 Philippe Perrenoud - A arte de construir competências